Ponte Bioceânica: ajustes finais e acabamentos marcam reta final da obra histórica

A grandiosa Ponte da Rota Bioceânica, conectando Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, ao município paraguaio de Carmelo Peralta, avança em seus ajustes estruturais e serviços de acabamento. Após a histórica união das duas margens do Rio Paraguai em julho de 2026, as equipes concentram esforços na regulagem dos cabos de sustentação, instalação de equipamentos essenciais e na conclusão de importantes estruturas de segurança, garantindo a robustez e funcionalidade desta obra que promete revolucionar o comércio e a logística na América do Sul.

A construção da ponte, que se estende por 1.294 metros, é um marco para o Corredor Rodoviário Bioceânico. O projeto, que visa ligar os portos brasileiros do Oceano Atlântico aos terminais chilenos do Oceano Pacífico, atravessando Paraguai e Argentina, tem recebido um investimento significativo de aproximadamente US$ 103 milhões, com financiamento da Itaipu Binacional. Conforme divulgado, a entrega, inicialmente prevista para maio de 2026, foi postergada devido a questões técnicas, e uma nova data para a conclusão ainda não foi oficialmente anunciada, mas os trabalhos seguem em ritmo acelerado.

A união das duas partes da ponte, um momento crucial conhecido como “beijo das aduelas”, ocorreu em 15 de julho de 2026, marcando o fim de uma das etapas mais complexas da construção, iniciada em julho de 2022. Este feito simboliza a concretização de um sonho antigo e a proximidade da liberação de um corredor vital para o desenvolvimento regional.

Detalhes da Etapa Final de Construção

No lado brasileiro, os trabalhos estão focados na instalação de plataformas para o ajuste preciso da tensão dos estais. Estes cabos de aço são fundamentais para a sustentação do tabuleiro da ponte, garantindo sua estabilidade. Paralelamente, equipes realizam serviços de proteção dos elementos metálicos contra intempéries e instalam componentes cruciais no pilar P14, um dos pontos de apoio da estrutura.

Na margem paraguaia, as atividades incluem a execução de guias de concreto, a montagem de estruturas auxiliares que darão suporte ao ajuste dos cabos de sustentação e a instalação de eletrodutos sob a ciclovia do viaduto de acesso. Esses detalhes são essenciais para a infraestrutura completa da ponte.

Outros trabalhos em andamento envolvem a retirada dos andaimes, que já cumpriram seu papel na edificação, e os acabamentos nos mastros de sustentação. Além disso, as estruturas estão sendo preparadas para a instalação de guarda-corpos, um item indispensável para a segurança dos pedestres que utilizarão a ponte. A etapa final também prevê a pavimentação das pistas, a instalação de sistemas anticolisão e antisuicídio, iluminação moderna e toda a sinalização necessária para garantir a fluidez e segurança do tráfego.

A Ponte: Um Gigante de Quase 1,3 Quilômetros

A Ponte da Rota Bioceânica possui uma extensão total de 1.294 metros. Deste total, 632 metros compõem o trecho estaiado, a parte mais impressionante da obra, sustentada por cabos de aço que conferem elegância e resistência à estrutura. O vão principal da ponte é de 350 metros, uma dimensão que garantirá a livre navegação de embarcações de grande porte pelo Rio Paraguai, um fator logístico de extrema importância.

A estrutura é um componente vital do Corredor Rodoviário Bioceânico, um projeto ambicioso que busca encurtar distâncias e otimizar rotas comerciais, conectando o litoral atlântico brasileiro ao pacífico chileno. A obra é executada pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, com recursos da Itaipu Binacional. O projeto é gerenciado pelo Consórcio Binacional PYBRA.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, o investimento total na construção é de aproximadamente 684,6 bilhões de guaranis, o que equivale a cerca de US$ 103 milhões. A Itaipu Binacional, por meio de sua margem paraguaia, é a responsável pelo financiamento deste empreendimento histórico. O Campo Grande NEWS acompanha de perto os avanços desta obra que impactará diretamente a economia e o desenvolvimento de toda a região.

O adiamento na data de entrega, segundo o divulgado, ocorreu por questões técnicas identificadas durante a execução da obra. Essa necessidade de ajustes técnicos é comum em projetos de grande complexidade e escala, como é o caso da Ponte da Rota Bioceânica. O Campo Grande NEWS reafirma o compromisso em trazer as atualizações mais recentes sobre a conclusão desta importante ligação internacional.