A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) realizou uma operação em Campo Grande (MS) nesta quarta-feira (28) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra um grupo suspeito de cometer fraudes financeiras. A investigação, iniciada em abril de 2025, aponta que os criminosos induziam empresários a investir em empresas de fachada, prometendo retornos financeiros expressivos. Conforme informações divulgadas pela polícia, a ação, batizada de “Castelo de Cartas”, visou desarticular uma organização especializada em golpes que resultaram em prejuízos milionários para as vítimas.
Operação “Castelo de Cartas” mira fraudadores
A investigação detalhada pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) identificou um grupo que se especializou em aplicar golpes financeiros. Os suspeitos utilizavam táticas para enganar empresários, oferecendo a oportunidade de investir em negócios promissores. No entanto, as empresas em questão eram, na verdade, fachadas, criadas unicamente para desviar o dinheiro das vítimas.
Promessas de lucros e empresas inexistentes
Segundo o delegado Fernando Teddi, responsável pela operação, os irmãos investigados prometiam lucros elevados. Eles alegavam falsamente ter vínculos com um grande grupo empresarial do ramo de gás e energia para dar credibilidade aos seus esquemas. As vítimas, iludidas pela promessa de ganhos expressivos, acabavam investindo em empresas que, segundo a polícia, existiam apenas no papel, resultando em perdas financeiras significativas.
A operação teve desdobramentos tanto em Campo Grande (MS) quanto no interior de São Paulo, com o cumprimento de mandados em condomínios de alto padrão em São José do Rio Preto. Na última segunda-feira (26), durante o avanço das investigações, a polícia já havia apreendido uma quantidade considerável de bens dos suspeitos. Foram recolhidos dez veículos de luxo, armas, dinheiro e outros itens de valor.
Apreensões milionárias e um foragido
As apreensões realizadas pela polícia incluem quatro armas de fogo, mais de R$ 250 mil em dinheiro, cheques e notas promissórias que somam mais de R$ 1,5 milhão. Além disso, foram encontrados dez veículos de luxo, joias e relógios de alto valor, como sete Rolex e um Cartier, além de cartões bancários e máquinas de cartão. Um dos suspeitos foi detido, ouvido e liberado, enquanto outro, que não foi encontrado, segue foragido. Um flagrante por porte ilegal de arma de fogo também foi registrado durante a ação.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, um dos suspeitos foi conduzido à delegacia, ouvido e liberado. O outro indivíduo, um dos irmãos apontados como líder do esquema, não foi encontrado e é considerado foragido pela polícia. A polícia enfatiza que a investigação está em andamento para localizar o foragido e recuperar os valores desviados.
Grupo Zahran se pronuncia sobre envolvimento
Em nota oficial, o Grupo Zahran esclareceu que, embora as duas pessoas citadas na investigação sejam membros da família Zahran, elas não possuem e nunca possuíram qualquer vínculo societário, comercial, contratual ou profissional com o grupo ou com qualquer uma de suas empresas. O próprio delegado responsável pela operação, Fernando Teddi, reforçou em coletiva de imprensa que, apesar de serem parentes dos proprietários, os suspeitos não participam da administração das empresas do Grupo Zahran.
A nota do Grupo Zahran afirma claramente: “Duas pessoas mencionadas na reportagem anterior são membros da família Zahran. No entanto, não possuem nenhum vínculo societário ou comercial com qualquer empresa do grupo. Ressaltamos que o Grupo Zahran não mantém relação com as empresas mencionadas nas investigações e reforça que os fatos mencionados não têm relação com suas atividades”. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, essa distinção é crucial para entender a extensão da investigação.
A polícia reitera que a investigação se concentra nas ações fraudulentas dos suspeitos, que se aproveitavam de uma suposta ligação com um grande grupo empresarial para dar credibilidade aos seus golpes. A operação “Castelo de Cartas” demonstra a atuação contínua das forças de segurança no combate a crimes financeiros que afetam empresários e a economia. Conforme o Campo Grande NEWS destacou em outras matérias, a cidade de Campo Grande tem sido alvo de ações de combate à criminalidade, reforçando a importância da vigilância e da cooperação entre as polícias de diferentes estados.

