Pitbulls atacam e matam cão em Campo Grande; vizinhos denunciam negligência

Um incidente alarmante chocou moradores do Jardim Pênfigo, em Campo Grande, no último fim de semana. Dois cães da raça pitbull atacaram violentamente outro cachorro dentro de uma residência, resultando na morte de um animal e ferimentos graves em outro. A situação, denunciada por vizinhos, levanta sérias questões sobre os cuidados com os animais e a responsabilidade de tutores.

A comunidade local expressou indignação e preocupação com o ocorrido, relatando que os pitbulls estariam em condições precárias de alimentação e hidratação enquanto a tutora se ausenta por longos períodos. Os episódios de violência entre os cães não são novidade, segundo relatos, e já ocorrem há aproximadamente dois anos.

A falta de resposta imediata das autoridades em momentos de urgência também foi um ponto de frustração para os vizinhos, que se sentiram desamparados ao tentar intervir e buscar ajuda policial. A Patrulha Ambiental da Guarda Civil Metropolitana foi acionada posteriormente, após a descoberta de um segundo animal morto na propriedade.

Conforme informação divulgada pelo Campo Grande News, vizinhos relataram que os dois cães da raça pitbull passaram o fim de semana atacando um cachorro em uma residência no Jardim Pênfigo. A situação foi denunciada por meio do canal Direto das Ruas, indicando que os animais estariam sem alimentação suficiente enquanto a tutora permanece fora de casa, em uma propriedade rural.

Violência explícita em vídeos

Imagens registradas no sábado (23) chocaram os moradores e foram compartilhadas com a imprensa. Os vídeos mostram os dois pitbulls atacando um cão de pelagem branca dentro da residência. Em um dos registros, com quase 30 segundos, é possível observar o animal encurralado, com os pitbulls avançando sobre ele. Um dos cães, de pelagem marrom, morde a cabeça do cachorro e o sacode, enquanto o outro, de cor caramelo, retoma o ataque.

O cachorro branco, apesar de ter sobrevivido ao ataque inicial, ficou gravemente ferido. Na manhã de segunda-feira (25), ele apresentava sinais evidentes de maus-tratos, com ferimentos preocupantes, incluindo uma pata aparentemente quebrada, a orelha cortada e a língua machucada. A gravidade dos ferimentos evidencia a brutalidade do ataque.

Ausência da tutora e denúncias de negligência

De acordo com os relatos dos vizinhos, a tutora dos animais costuma passar os fins de semana em uma propriedade rural, deixando pouca ração disponível para os cães. No domingo (24), ao retornar para casa, ela teria sido informada pelos vizinhos sobre os ataques ocorridos. A situação de abandono parcial dos animais durante as ausências da tutora tem sido um ponto central nas denúncias.

Moradores tentaram intervir jogando pedras e fazendo barulho para separar os cães, atraindo a atenção de outras pessoas na rua. Um vizinho, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou ao Campo Grande News a sua indignação e os esforços para contatar as autoridades. “Fiquei indignado e comecei a ligar para a polícia, mas ninguém atendia”, disse o morador.

Segundo ele, outra pessoa conseguiu contato com a Polícia Militar, que teria orientado os moradores a acionarem a Guarda Civil Metropolitana. No entanto, apesar das tentativas, nenhuma equipe foi enviada ao local no momento da ocorrência, deixando os vizinhos sem amparo imediato para lidar com a situação de risco.

Intervenção da Patrulha Ambiental

A situação ganhou um novo desdobramento na tarde de segunda-feira (25), quando moradores acionaram novamente as autoridades. Desta vez, a descoberta de outro cachorro morto dentro da residência motivou uma nova chamada. A Patrulha Ambiental da GCM (Guarda Civil Metropolitana) compareceu ao local para averiguar os fatos e acompanhar o caso, oferecendo um respaldo mais efetivo.

Um empresário de 34 anos, que também solicitou anonimato, confirmou ao Campo Grande News que os episódios envolvendo os cães acontecem há cerca de dois anos. Ele descreveu que os animais frequentemente brigam entre si e que já teriam atacado outros cachorros em ocasiões anteriores, indicando um padrão de comportamento agressivo e a necessidade de intervenção especializada.

O Campo Grande News buscou contato com a Polícia Militar e com a Guarda Civil Metropolitana para obter um posicionamento oficial sobre a demora no atendimento e as medidas que serão tomadas. Até o momento, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações das autoridades competentes.