Pistoleiro que matou policial na fronteira pega 25 anos de prisão

A Justiça do Paraguai condenou Carlos Villa Alta López, de 28 anos, a 25 anos de prisão pelo assassinato do suboficial da Polícia Nacional Luis Alcibiades Peralta Dávalos, de 36 anos. O crime ocorreu em 11 de junho de 2022, em frente ao setor de Identificações de Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Brasil. A execução foi filmada por câmeras de segurança.

Pistoleiro condenado a 25 anos por assassinato de policial

Carlos Villa Alta López, de 28 anos, foi sentenciado a 25 anos de reclusão pela Justiça paraguaia pela morte do policial Luis Alcibiades Peralta Dávalos. O crime aconteceu em 11 de junho de 2022, em Capitán Bado, na fronteira com o Brasil. A decisão foi unânime pelo Tribunal de Sentença de Amambay. A pena se estende até 28 de novembro de 2047.

Participação direta comprovada em homicídio

O Tribunal de Sentença da Circunscrição Judicial de Amambay considerou a participação direta de Carlos no homicídio como provada. Os juízes Abel Virgilio Molinas Desvars, Mirna Beatriz Peralta Céspedes e Mario Francisco Peralta Ovelar votaram pela condenação de forma unânime. A pena será cumprida na Penitenciária Regional de Concepción.

O prazo da condenação, que termina em 28 de novembro de 2047, já inclui o desconto do período em prisão preventiva. A leitura completa da decisão judicial está marcada para 21 de maio, no Palácio de Justiça de Amambay. O caso ganhou repercussão devido à execução ter sido gravada por câmeras de segurança.

Execução filmada e prisão rápida do suspeito

Segundo informações da Rádio Urundey FM, a vítima foi atacada por dois indivíduos em uma motocicleta. Um dos suspeitos desceu do veículo e efetuou vários disparos com uma pistola calibre 9 milímetros. Tragicamente, o policial faleceu no local no mesmo dia em que completava aniversário.

Luis Alcibiades Peralta Dávalos trabalhava no Departamento de Identificações de Capitán Bado e foi morto em frente ao prédio onde exercia suas funções. A rápida ação das autoridades paraguaias resultou na prisão de Carlos Villa Alta López um dia após o atentado, enquanto ele tentava fugir em um ônibus para Pedro Juan Caballero.

Imagens de segurança e confissão do acusado

Conforme o Campo Grande NEWS checou, na época da prisão, policiais localizaram o suspeito no Bairro Cristino Potrero, em Capitán Bado. Equipes monitoravam um ônibus com destino a Pedro Juan Caballero quando identificaram características compatíveis com as do homem apontado como participante da execução.

O então diretor de Investigações da Polícia Nacional, comissário Javier Flores, afirmou que imagens de câmeras de segurança confirmaram a participação direta do acusado no atentado. A emissora paraguaia Rádio Urundey FM reportou que Carlos também teria revelado a identidade de seu comparsa, responsável por pilotar a motocicleta utilizada no crime.

Irmãos do condenado assassinados dias depois

Menos de um mês após o assassinato do policial, os irmãos de Carlos, Nilson Villa Alta López, de 29 anos, e Priscilo Villa Alta López, de 31, foram encontrados mortos em um matagal na Colônia Primavera, em Zanja Pytã, próximo a Ponta Porã. Os corpos foram localizados em 7 de julho de 2022.

Na ocasião, a reportagem informou que os dois haviam sido executados a tiros. Uma caminhonete incendiada, possivelmente usada pelos autores do duplo homicídio, foi encontrada a cerca de quatro quilômetros do local onde os corpos estavam. Priscilo e Nilson residiam em Capitán Bado, e um deles possuía antecedentes criminais por homicídio, segundo a Polícia Nacional do Paraguai. A região de Zanja Pytã é conhecida por ser rota do tráfico internacional de drogas e palco de frequentes disputas entre grupos criminosos rivais, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

A complexidade do caso, com a execução filmada, a rápida prisão do suspeito e o subsequente assassinato de seus irmãos, destaca a violência e as disputas criminosas na região de fronteira. A condenação de Carlos Villa Alta López representa um passo na busca por justiça para o policial Luis Alcibiades Peralta Dávalos, mas o contexto mais amplo de criminalidade na área permanece um desafio para as autoridades. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta e de outras investigações na região.