A Polícia Federal realizou uma operação na manhã desta sexta-feira (25) em Campo Grande, atingindo o comitê eleitoral e o apartamento do deputado estadual e candidato à reeleição Márcio Fernandes (PL). A ação, que ocorre a apenas nove dias do primeiro turno das Eleições 2026, está relacionada a uma apuração de supostos crimes eleitorais. Durante a diligência, dinheiro foi apreendido em um dos locais, mas a quantia exata e o ponto específico da apreensão não foram divulgados pela corporação. Não houve prisões durante a operação, conforme confirmado pela PF.
PF apura crimes eleitorais em ação contra comitê de Fernandes
A investigação da Polícia Federal em torno do comitê e da residência do deputado Márcio Fernandes, candidato à reeleição em Campo Grande, intensifica o cenário eleitoral a poucos dias do pleito. A diligência, focada em possíveis crimes eleitorais, adiciona um elemento de tensão às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. A apreensão de dinheiro em espécie em um dos locais investigados levanta questionamentos sobre a origem e o destino dos recursos em campanha.
A rápida sucessão de eventos, com a ação policial ocorrendo tão perto da data de votação, chama a atenção. A legislação eleitoral prevê proteções aos candidatos nesse período, mas a investigação da PF sugere que as apurações teriam avançado a ponto de justificar a diligência. Conforme informação divulgada, em um dos locais foi apreendido dinheiro, mas o ponto exato não foi divulgado, nem a quantia recolhida.
A assessoria de comunicação da Polícia Federal confirmou a realização da diligência e sua relação com a apuração em andamento, mas ressaltou que, por enquanto, não houve prisões. A presença de advogados no comitê do candidato indica a seriedade da ação e a necessidade de acompanhamento jurídico. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a PF confirmou que a diligência visava apurar fatos e que, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
Proteção legal e exceções no período eleitoral
A ação da Polícia Federal ocorre em um momento crucial do calendário eleitoral. Candidatos que disputam o primeiro turno das eleições possuem uma garantia legal contra prisões nos 15 dias que antecedem a votação, estendendo-se até 48 horas após o encerramento do pleito. Essa proteção, prevista no Código Eleitoral, visa assegurar a tranquilidade do processo democrático e evitar interferências indevidas na reta final da campanha.
A mesma regra se aplica aos candidatos que possam vir a disputar um eventual segundo turno, que está marcado para 25 de outubro. Eles também gozam da mesma imunidade eleitoral, cobrindo o período de 15 dias antes da votação e as 48 horas subsequentes. No entanto, a legislação prevê uma importante exceção: a prisão em flagrante delito. Nesses casos, o candidato detido deve ser imediatamente apresentado a um juiz competente, que analisará a legalidade da prisão.
Apreensão de dinheiro e sigilo na investigação
Embora a Polícia Federal não tenha divulgado detalhes específicos sobre a natureza da investigação que motivou a diligência, informações apuradas pela reportagem indicam a apreensão de uma quantia considerável de dinheiro em espécie. O local exato da apreensão e o valor total recolhido permanecem sob sigilo, o que aumenta a especulação sobre os desdobramentos da operação. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a PF confirmou que havia uma diligência em andamento e que ela tinha relação com a apuração questionada.
O chefe de gabinete de Márcio Fernandes confirmou a presença dos agentes federais no comitê do candidato, localizado no Bairro Chácara Cachoeira, e também no apartamento do deputado, situado no Royal Park. Ele informou que advogados foram acionados para acompanhar a diligência e tentar compreender os motivos da ação policial. “Estamos aguardando receber o documento, não sabemos o que está acontecendo”, declarou.
Candidato à reeleição em foco a poucos dias da eleição
A diligência policial ocorre a apenas nove dias do primeiro turno das Eleições 2026, um fato que pode influenciar a percepção pública e o andamento da campanha de Márcio Fernandes. A proximidade da votação torna qualquer notícia envolvendo investigações policiais de grande repercussão. O deputado busca a reeleição e a operação da PF adiciona um elemento de incerteza ao seu pleito.
A Polícia Federal tem mantido o foco na apuração de possíveis crimes eleitorais, e a ação desta sexta-feira reforça esse compromisso. A falta de detalhes sobre a investigação, contudo, alimenta o debate e a expectativa sobre o que será revelado nas próximas horas ou dias. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a assessoria da PF confirmou que, por enquanto, apenas uma diligência estava em andamento, apurando fatos, e que não havia prisões.
A atuação da PF, mesmo sem prisões, pode ter um impacto significativo na corrida eleitoral. O sigilo em torno da investigação, embora comum em fases iniciais, gera um ambiente de especulação. A população aguarda por mais informações que possam esclarecer os fatos e garantir a transparência do processo eleitoral. A qualquer momento, novas informações podem surgir sobre este caso que abala a política local a poucos dias da decisão nas urnas.

