A segunda edição do evento de pesca inclusiva, realizado no Pesqueiro do Parque, em Campo Grande, reuniu 32 crianças e adolescentes autistas em uma manhã repleta de lazer, socialização e superação. A iniciativa, idealizada pela empresária Naina Dibo, dobrou de tamanho em relação ao ano anterior, oferecendo atividades adaptadas de pescaria e passeio de caiaque em um ambiente acolhedor e seguro. O evento contou com o apoio de aproximadamente 60 voluntários, incluindo médicos e psicólogos, além de parcerias com a AMA (Associação de Pais e Amigos do Autista) e a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
Inclusão e Lazer em Foco
O Pesqueiro do Parque abriu suas portas das 8h às 12h para receber os participantes em um espaço cuidadosamente adaptado para garantir conforto e segurança. A iniciativa, que está em sua segunda edição, cresceu significativamente, passando de 15 crianças no ano passado para 32 neste sábado (4).
A empresária Naina Dibo, mãe de um menino autista, explicou que a ideia surgiu a partir da experiência de seu filho João, que adora pescar. “A partir dessa experiência, quis promover um encontro para ele participar com outras crianças”, contou Naina. A repercussão positiva da primeira edição, com fotos e vídeos compartilhados, levou diversas mães de outras crianças autistas a pedirem para participar com seus filhos.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, o evento se consolidou como um importante espaço de lazer e inclusão. A organização contou com cerca de 60 pessoas, incluindo 30 profissionais de apoio, como médicos e psicólogos, além de pescadores e caiaqueiros voluntários. Entidades como a AMA e a APAE foram fundamentais ao indicar crianças para participar da ação, garantindo a abrangência e o alcance do projeto.
Superando Barreiras e Criando Memórias
A presença do pescador Anderson Guedes, conhecido por sua história de superação, enriqueceu ainda mais o evento. Ele destacou a importância das atividades adaptadas. “É tão gratificante ver a reação das crianças e das mães. Muitas não imaginam que eles conseguiriam andar de caiaque. Para a gente é simples, mas para eles é transpor barreiras. É incrível ver como se comunicam e se desenvolvem”, relatou Guedes.
O psicólogo Wagner Vilas Bôas de Morais, que acompanhou o evento, ressaltou o planejamento cuidadoso para garantir o bem-estar dos participantes. “A socialização é fundamental. Cada criança é única, e os profissionais que vieram já conheciam os participantes. Tudo foi pensado para evitar desconfortos e garantir acolhimento”, explicou.
Morais acrescentou que a pesca foi apresentada como uma atividade que pode se tornar um hobby, promovendo relaxamento e desenvolvimento. Os voluntários, incluindo pescadores e caiaqueiros, receberam orientações prévias e fichas com informações específicas sobre cada participante, o que contribuiu para um atendimento personalizado e seguro. Essa atenção aos detalhes foi crucial para o sucesso da iniciativa, como aponta o Campo Grande NEWS.
Relatos de Alegria e Progresso
Entre os participantes, o adolescente Guilherme de Oliveira da Silva, de 15 anos, expressou seu entusiasmo: “Pesca é muito boa, estou animado e quero pegar um peixe”. Seu pai, Celso Gabriel da Silva, contou que o jovem acordou às 4h da manhã para se preparar para o evento, demonstrando a ansiedade positiva e a expectativa gerada pela oportunidade.
O professor Diogo Barbosa Gibaile, pai de Pedro Lima Gibaile, de 17 anos, autista não verbal, descreveu a experiência como marcante. “É a primeira vez dele pescando. Foi um momento importante de socialização e uma nova vivência. Hoje foi um dia especial”, afirmou.
O pescador profissional Everton Novais Rondon, que também tem um filho autista, fez questão de participar desta edição após não conseguir na primeira. “Tenho um filho autista e sei como é importante esse tipo de ação para as famílias”, disse, ressaltando o valor social e emocional do evento.
Um Futuro Promissor para a Inclusão
O sucesso da segunda edição reforça a importância de iniciativas como essa para a promoção da inclusão e do lazer para crianças e adolescentes autistas. A expectativa da organização é ampliar ainda mais o evento nos próximos anos, oferecendo novas experiências e alcançando um número cada vez maior de participantes.
A ação demonstra como atividades de lazer adaptadas podem promover o desenvolvimento social, a autoconfiança e a alegria em um ambiente seguro e acolhedor. A colaboração entre a comunidade, voluntários e entidades especializadas é fundamental para criar oportunidades que transformam vidas. O trabalho desenvolvido em Campo Grande serve de inspiração para que outras cidades repliquem modelos semelhantes de inclusão e bem-estar, como divulgado pelo Campo Grande NEWS.

