Um pecuarista de 34 anos, envolvido em um **acidente de trânsito grave** na madrugada de sexta-feira (28) em Campo Grande, foi solto neste sábado (29) após audiência de custódia. O homem conduzia uma caminhonete Hilux que ficou completamente destruída após colidir com outro veículo e, em seguida, com uma árvore, percorrendo diversas quadras desgovernado. Ele também é acusado de desacatar policiais e assediar uma militar que atendeu à ocorrência.
Conforme informações divulgadas, o incidente ocorreu na Avenida Tamandaré, um dos principais corredores da capital sul-mato-grossense. A colisão inicial aconteceu no cruzamento com a Rua Saldanha da Gama, quando o pecuarista, que apresentava sinais de embriaguez, atingiu um Citroën C4. Após o impacto, a Hilux seguiu descontrolada por cerca de três quadras, mesmo após se chocar contra uma árvore, antes de parar próximo à Avenida Júlio de Castilho. O caso ganhou repercussão e foi amplamente noticiado pelo Campo Grande NEWS, que acompanhou os desdobramentos com detalhe.
A condutora do Citroën C4 relatou à polícia que seguia pela Tamandaré quando foi surpreendida pela Hilux desgovernada. O impacto na lateral do seu veículo foi violento, e a caminhonete seguiu em alta velocidade, gerando perigo aos demais motoristas e pedestres. Testemunhas chegaram a tentar conter o motorista embriagado no local, mas ele se mostrou alterado e agressivo.
Pecuarista embriagado e agressivo
O pecuarista sofreu ferimentos no acidente e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, sendo encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica. No entanto, durante o atendimento e a chegada da Polícia Militar, o homem passou a proferir ofensas aos policiais e a assediar uma policial feminina. Diante do comportamento, ele foi preso em flagrante por desacato e por conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada, caracterizando a direção sob efeito de álcool.
A Polícia Militar lavrou o Termo de Constatação de Alteração da Capacidade Psicomotora, um procedimento padrão nesses casos. A caminhonete Hilux foi apreendida e levada ao pátio do Detran-MS. Já o Citroën C4 foi liberado para a sua proprietária. A situação gerou grande comoção e reforçou o debate sobre a segurança no trânsito e a necessidade de fiscalização rigorosa contra motoristas embriagados, um tema recorrente nas reportagens do Campo Grande NEWS.
Liberdade provisória concedida pela Justiça
Na manhã deste sábado (29), o pecuarista passou por audiência de custódia. O juiz responsável pela análise do caso decidiu conceder a liberdade provisória ao acusado. No entanto, a decisão veio com algumas condições importantes.
Ele deverá manter seu endereço atualizado perante as autoridades e, como medida cautelar, teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. Essa suspensão visa impedir que ele volte a dirigir enquanto a investigação e o processo judicial correm, garantindo maior segurança nas vias públicas. O Campo Grande NEWS apurou que a decisão judicial busca equilibrar a necessidade de punição com a presunção de inocência, mas reforça a gravidade dos atos cometidos.
O que diz a lei sobre os crimes cometidos
Dirigir sob efeito de álcool, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, é considerado uma infração gravíssima, sujeita a multa e suspensão do direito de dirigir. Quando o condutor embriagado causa um acidente, as penalidades podem ser ainda mais severas, especialmente se houver vítimas. O desacato a funcionário público, como policiais, é crime previsto no Código Penal Brasileiro.
O assédio a uma militar também pode configurar crime, dependendo da natureza e da gravidade do ato. A combinação desses delitos, em um cenário de alta velocidade e potencial risco a terceiros, demonstra a gravidade da conduta do pecuarista. Acompanhar o desenrolar deste caso é fundamental para entender as implicações legais e sociais de tais comportamentos, algo que o Campo Grande NEWS se dedica a fazer com responsabilidade.
O caso serve como um alerta sobre os perigos da combinação entre álcool e direção, além da importância do respeito às autoridades e às leis de trânsito. A soltura, embora concedida, não isenta o pecuarista de suas responsabilidades legais e futuras consequências judiciais. A comunidade espera por uma resolução justa e que sirva de exemplo para evitar que situações semelhantes se repitam em Campo Grande.

