O Tempo das Plantas: Exposição no Rio Celebra Cultura e Desaceleração

A partir deste sábado, 11 de julho de 2026, a histórica Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, abre suas portas para a exposição O Tempo das Plantas. A mostra promete uma imersão profunda na circulação de espécies, na memória coletiva e nos intercâmbios culturais que moldaram o mundo, com destaque para a relação entre Brasil, Ásia e África. Integrante das celebrações do Ano Cultural Brasil-China, a iniciativa convida o público a desacelerar e a observar o universo sob a perspectiva do tempo das plantas.

O chá e o café, bebidas onipresentes em nosso cotidiano, servem como fios condutores para desvendar as complexas conexões históricas e culturais. A narrativa se inicia nas origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da Etiópia, Quênia e Sudão. Essas jornadas revelam como essas espécies atravessaram continentes e oceanos, transformando economias, paisagens e os modos de vida das pessoas ao longo dos séculos.

Antes de se tornarem fenômenos globais, o chá e o café nasceram em paisagens específicas, nutridos por montanhas úmidas, florestas tropicais e o trabalho de gerações de agricultores. Estes saberes ancestrais permitiram acompanhar os ritmos das estações, da chuva e da luz, criando uma relação intrínseca entre o ser humano e a natureza. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a exposição busca resgatar essa perspectiva, mostrando como esses elementos naturais moldaram a civilização.

Com curadoria do estúdio UM.BA.RA.KÁ, a exposição apresenta um acervo impressionante de mais de 200 itens. O público poderá conferir obras de arte contemporânea, documentos históricos, ilustrações botânicas detalhadas, objetos científicos, utensílios tradicionais, registros fotográficos impactantes, instalações sensoriais imersivas e conteúdos audiovisuais que enriquecem a experiência. A curadoria articula arte, ciência e memória para abordar temas cruciais como agricultura ancestral, circulação de espécies, viagens marítimas, intercâmbios culturais, legado do colonialismo, relações comerciais, biodiversidade e as diversas formas de conhecimento construídas em relação à natureza.

Um Convite à Reflexão em Ritmo Lento

A curadora Isabel Seixas ressalta a importância de desacelerar em um mundo cada vez mais acelerado. “Ao acompanhar as trajetórias do chá, do café e de outras espécies, a exposição convida o público a refletir sobre como plantas, pessoas e territórios se transformam mutuamente ao longo do tempo”, explica Seixas. A mostra propõe um olhar atento para as conexões que unem natureza e cultura, e para os conhecimentos que emergem dessa relação intrínseca.

A exposição não se limita à contemplação de objetos. Uma rica programação educativa, visitas mediadas, atividades sensoriais, cerimônias do chá e ações voltadas à acessibilidade foram planejadas para aproximar públicos diversos das discussões propostas. O objetivo é criar um espaço de aprendizado e troca, incentivando a reflexão sobre o nosso papel na teia da vida. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a iniciativa conta com o apoio fundamental do Ministério da Cultura, State Grid, Banco BOCOM BBM e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Serviço Completo

O Tempo das Plantas

Local: Casa Pacheco Leão – Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro/RJ

Abertura: 11 de Julho de 2026

Período de visitação: até junho de 2027

Horário: das 10h às 17h (fechado às quartas-feiras)

A exposição, conforme o Campo Grande NEWS investigou, representa uma oportunidade única de reconectar-se com as origens e compreender a profunda influência que as plantas exercem sobre a nossa história e cultura, incentivando um ritmo mais consciente e apreciativo da vida.