Equipes iniciaram nesta quinta-feira (11) a instalação de um novo sistema de monitoramento no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia, em Campo Grande. O ponto é um dos trechos onde a fiscalização eletrônica deve ser reforçada pela prefeitura, após a primeira leva de radares voltar a funcionar na Capital. O novo equipamento registrará conversões proibidas à esquerda e excesso de velocidade, medidas que visam aumentar a segurança viária, conforme informou a Agetran. O contrato vigente, no valor de R$ 47,9 milhões, já registrou 7,8 mil infrações nos primeiros dois meses de operação da fiscalização eletrônica.
Campo Grande ganha novo radar para coibir infrações
A Avenida Afonso Pena, uma das principais vias de Campo Grande, receberá um novo aliado no combate às infrações de trânsito. Um moderno sistema de monitoramento está sendo instalado no cruzamento com a Rua Bahia, um ponto crítico onde motoristas frequentemente desrespeitam a sinalização. A iniciativa da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) busca intensificar a segurança viária, combatendo tanto as conversões proibidas quanto o excesso de velocidade.
A instalação dos sensores no asfalto já começou, conforme acompanhado pelo Campo Grande News. Esses dispositivos são capazes de identificar a passagem de veículos e registrar aqueles que realizam a conversão proibida à esquerda para acessar a Rua Bahia, além daqueles que excedem o limite de velocidade permitido na via. A medida surge em resposta aos altos índices de sinistros registrados na cidade, como destacado pela própria Agetran.
A proibição da conversão à esquerda no local é recente, com placas de sinalização instaladas. No entanto, a reportagem do Campo Grande News flagrou diversos motoristas ignorando a advertência e efetuando a manobra irregular. A Agetran, em nota, reafirmou que a instalação de equipamentos em locais estratégicos faz parte de um plano contínuo para o fortalecimento da segurança viária.
Reforço na fiscalização eletrônica em pontos estratégicos
A decisão de reforçar a fiscalização eletrônica em Campo Grande leva em conta os índices de acidentes na Capital. A Agetran declarou que as ações integram um planejamento permanente voltado para a redução de acidentes e a preservação de vidas no trânsito. A instalação deste novo radar na Afonso Pena com a Bahia é apenas uma das diversas medidas que estão sendo implementadas.
Esta nova etapa de instalação ocorre após a prefeitura confirmar a ampliação do número de radares ainda no primeiro semestre de 2026. A primeira leva de novos equipamentos começou a operar em novembro do ano passado, marcando a retomada da fiscalização eletrônica após a conclusão de um processo licitatório. A promessa é de que a fiscalização seja ampliada para outras vias importantes.
Ampliação da fiscalização e números expressivos de infrações
Além do cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia, a nova fase de instalações deve contemplar as ruas Bandeirantes, Brilhante, a Avenida Ministro João Arinos e outros trechos da própria Avenida Afonso Pena. Embora ainda não haja um detalhamento oficial sobre todos os locais, prazos de ativação e tipos de infrações a serem monitoradas em cada ponto, a tendência é de um aumento significativo na cobertura da fiscalização eletrônica.
O contrato firmado para a retomada e ampliação dos serviços de fiscalização eletrônica custou R$ 47,9 milhões. Este valor abrange não apenas a instalação dos equipamentos, mas também o monitoramento, a manutenção, uma plataforma de gestão de dados, uma central de monitoramento, um sistema de análise de imagens veiculares e o processamento de infrações. Conforme levantamento do Campo Grande News, baseado em publicações no Diário Oficial da Prefeitura, os radares da primeira leva registraram 7,8 mil infrações nos dois primeiros meses de operação, com uma estimativa de R$ 1,4 milhão em multas arrecadadas.
Principais infrações e custos para os motoristas
A infração mais comum registrada pela primeira leva de radares foi trafegar em velocidade acima da máxima permitida em até 20%. Essa infração é considerada média pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e resulta em multa de R$ 130,16, além de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Houve também um volume expressivo de avanços de sinal vermelho, com 2,6 mil registros.
O consórcio responsável pelos serviços de fiscalização eletrônica em Campo Grande é o CG Segura. Ele é formado pelas empresas Serget Mobilidade Viária Ltda, Mobilis Tecnologia S/A, Meng Engenharia Comércio e Indústria Ltda e Energy Tecnologia de Automação S/A. A expectativa é que com a ampliação e o reforço na fiscalização, os índices de acidentes e infrações diminuam significativamente na Capital.

