O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) anunciou um investimento de R$ 22,6 milhões para a construção de um novo prédio destinado a abrigar e modernizar as instalações de grupos especializados no combate ao crime organizado e à corrupção. A obra, que já teve a licitação aberta na semana passada, será construída ao lado das atuais sedes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), no Parque dos Poderes, em Campo Grande.
Conforme informação divulgada pelo MPMS, a nova unidade integrada tem como objetivo reforçar a infraestrutura para atividades de investigação, inteligência e enfrentamento de crimes complexos, incluindo delitos cibernéticos. A iniciativa demonstra o compromisso do órgão em aprimorar suas ferramentas e capacidades diante do crescimento da estrutura institucional e das demandas operacionais nos últimos anos, conforme o Campo Grande NEWS checou.
O projeto ambicioso prevê a demolição parcial de parte da estrutura atual e a construção de aproximadamente 2,4 mil metros quadrados de novas áreas. O novo complexo contará com salas de trabalho modernas, auditório, refeitório, áreas de descanso para servidores e agentes, além de estacionamento e controle de segurança aprimorado. A obra, que tem contrato previsto para durar 34 meses, visa otimizar o trabalho das equipes que atuam diretamente na linha de frente contra organizações criminosas.
Estrutura Moderna para Enfrentamento ao Crime Organizado
O novo prédio do MPMS, um investimento de R$ 22,6 milhões, será erguido em uma área de acesso reservado, garantindo a segurança e a discrição necessárias para as operações. Parte do edifício atual será demolida, enquanto outros 626,63 m² passarão por reforma. A expansão adicionará cerca de 2,4 mil m² de área construída, totalizando aproximadamente 3,6 mil m² com as estruturas complementares, como estacionamento e guarita.
A concepção da nova unidade foi pensada para oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento de investigações complexas. O projeto inclui salas de trabalho equipadas, áreas de apoio logístico, um auditório para reuniões e treinamentos, um refeitório para servidores e agentes, e espaços de descanso. A modernização também contempla a instalação de dois elevadores e um estacionamento coberto, facilitando o dia a dia das equipes de investigação.
É importante ressaltar que, apesar de abrigar grupos que participam ativamente de operações contra o crime organizado, o novo prédio não funcionará como unidade de custódia. Os indivíduos presos durante as ações do Gaeco e do Gecoc são encaminhados para as estruturas da Polícia Civil. No entanto, o novo espaço será crucial para o recebimento, análise e armazenamento de materiais apreendidos, documentos, equipamentos e outras provas coletadas durante as investigações, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Licitação e Contratação Integrada
A licitação para a obra, com valor estimado em R$ 22.677.896,71, foi aberta na semana passada. O modelo de contratação integrada adotado pela MPMS significa que a empresa vencedora será responsável por toda a cadeia do projeto, desde a elaboração dos projetos básico e executivo até a execução da reforma e ampliação, incluindo o fornecimento de materiais e mão de obra.
O contrato terá duração prevista de 34 meses. Os primeiros seis meses serão dedicados à elaboração dos projetos, e os 28 meses restantes serão para a execução da obra. A abertura das propostas está marcada para 16 de novembro de 2026, às 14h, em concorrência eletrônica pelo critério de menor preço. Este processo garante a busca pela melhor proposta para a administração pública, como apurado pelo Campo Grande NEWS.
O novo bloco terá térreo e dois pavimentos superiores, além de estacionamento coberto, jardins e integração com o prédio existente. A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) informou que esta nova iniciativa, focada na criação de uma “Unidade Integrada de Combate à Criminalidade e à Corrupção”, é prioritária e não interfere em planos anteriores de expansão da sede da PGJ, que previa um investimento de cerca de R$ 60 milhões para uma estrutura maior.
Viabilização e Importância Estratégica
A obra foi viabilizada por meio de um convênio firmado entre o MPMS e o Governo do Estado. Embora não tenha havido publicação recente de um convênio específico para esta obra, um repasse de R$ 17,7 milhões foi confirmado em dezembro de 2024 pela Secretaria de Fazenda para a atualização de ativos de tecnologia da informação e segurança institucional, o que pode ter contribuído para a viabilização do projeto, segundo informações da PGJ.
O aumento da demanda por investigações de crimes complexos e a necessidade de aprimorar a capacidade de inteligência e resposta do MPMS justificam a urgência e a prioridade desta nova unidade. O investimento em infraestrutura é visto como fundamental para garantir que os órgãos de combate à corrupção e ao crime organizado tenham as ferramentas necessárias para atuar de forma eficaz em Mato Grosso do Sul.

