Um vídeo chocante capturou o exato momento em que uma mulher de 47 anos, após ser alvejada por disparos de arma de fogo, demonstra uma força e determinação impressionantes ao pular o muro de sua residência. O ataque ocorreu na tarde de segunda-feira (13), no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. As imagens, obtidas pelo Campo Grande News, não apenas registram a fuga desesperada da vítima, mas também auxiliam na reconstituição da dinâmica dos eventos que culminaram em uma tentativa de feminicídio e na morte do agressor, o subtenente aposentado da Polícia Militar, Charles Mota, de 56 anos. A mulher, atingida por dois tiros, conseguiu escapar e buscar ajuda, enquanto o autor dos disparos entrou em parada cardiorrespiratória e faleceu. O caso está sendo acompanhado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Tentativa de feminicídio choca bairro em Campo Grande
As imagens de segurança divulgadas pelo Campo Grande News mostram a mulher, visivelmente ferida, escalando o muro e correndo pela rua em busca de socorro. Segundos depois, o agressor aparece no vão do portão da residência. Vizinhos relataram ter ouvido discussões acaloradas precedendo os disparos, e em seguida, avistaram a mulher saindo da casa ferida. A hipótese é de que ela tenha sido atingida enquanto tentava desesperadamente fugir da situação.
Relatos de vizinhos descrevem o momento do ataque
Um morador descreveu a cena: “Eu ouvi eles discutindo lá dentro. Eu saí aqui fora para buscar minha filha da escola, escutei o primeiro tiro e vi ela pulando, correndo”, contou, mencionando que a chuva no momento dificultou a compreensão do teor da discussão. Outro vizinho presenciou o desfecho dentro do imóvel. “Eu vi ele caindo, mas ele fechou o portão na hora. Minha esposa ligou para o Samu e para os bombeiros. Eu até pensei em pular para socorrer, mas falaram que ele podia estar transtornado. Fiquei com medo dele ainda estar com a arma e disparar”, afirmou, evidenciando o temor e a hesitação em intervir devido ao risco.
Vítima fugiu mesmo ferida e buscou ajuda
A vítima, de 47 anos, foi atingida por dois tiros, um no quadril e outro na coxa. Apesar da gravidade dos ferimentos, ela demonstrou grande resiliência ao conseguir escapar da residência, pulando o muro, e procurar ajuda. Equipes de resgate a encontraram consciente e orientada, recebendo os primeiros atendimentos ainda no local. O Corpo de Bombeiros teve que arrombar o cadeado do imóvel para acessar o agressor.
Agressor morre após parada cardiorrespiratória
Charles Mota, o subtenente aposentado da PM, de 56 anos, entrou em parada cardiorrespiratória durante o socorro. Ele chegou a ser reanimado no local pela equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado em estado grave para uma unidade de saúde. No entanto, a Polícia Militar confirmou o seu óbito no final da tarde. A corporação não especificou se a morte ocorreu durante o atendimento emergencial ou já na unidade de saúde. A perícia esteve na residência para coletar evidências que auxiliarão na investigação.
Deam acompanha o caso de tentativa de feminicídio
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) foi acionada e já iniciou as investigações para apurar todas as circunstâncias do crime. A divulgação das imagens pela mídia, como o Campo Grande News, é fundamental para a elucidação dos fatos e para que a justiça seja feita. A violência doméstica e o feminicídio são problemas graves que exigem atenção e ação de toda a sociedade.
Onde buscar ajuda em casos de violência
Em Campo Grande, o Grupo Amor Vida (GAV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 0800 750 5554. O atendimento também pode ser buscado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos Núcleos de Saúde Mental. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende pelos números 141 e 188. Em situações de emergência, a população pode acionar a Polícia Militar pelo 190 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. A Central 180 funciona 24 horas, com ligação gratuita e anônima, sendo um canal essencial para denúncias e busca de apoio em casos de violência contra a mulher. Casos de violência não devem ser silenciados, e buscar ajuda é o primeiro passo para a proteção e a superação.

