Mulher é agredida e ameaçada de morte pelo namorado na véspera de seu aniversário de 30 anos em Campo Grande

Uma mulher, que celebrava a véspera de seu aniversário de 30 anos, foi vítima de uma **brutal agressão e ameaças de morte** por parte de seu namorado. O crime ocorreu na madrugada deste sábado, 7 de outubro, em Campo Grande, durante uma confraternização familiar. O casal estava junto há pouco mais de dois meses.

O caso, que chocou os presentes e a comunidade, ganhou contornos ainda mais trágicos pela **violência empregada pelo agressor** e pelo contexto em que ocorreu. Conforme o relato da vítima, a situação escalou após uma discussão iniciada pelo namorado ao ver uma corrida de Uber em seu celular. Conforme informação divulgada pelo Campo Grande NEWS, o homem acusou a companheira de se prostituir, alegando que a seguia com um detetive particular.

Discussão por celular leva a agressão violenta

A confusão começou quando a mulher emprestou seu celular para o sobrinho de 12 anos assistir a vídeos. De acordo com a vítima, o namorado tomou o aparelho e, ao verificar o aplicativo de transporte, viu uma corrida para uma amiga que ia a um motel. Isso foi o estopim para as acusações infundadas de que ela estaria se prostituindo.

A mulher tentou explicar que o dinheiro era para despesas do casal, mas o namorado, irritado com a reação dela, que sorriu em meio ao nervosismo, **arremessou o celular contra o chão**, quebrando o aparelho. Em seguida, iniciou a agressão física, desferindo socos na lateral da cabeça da vítima.

A violência continuou mesmo após a mulher cair da cadeira. Ela tentou buscar refúgio em casa, mas o agressor a seguiu, continuando as agressões nas costas e **chegando a enforcá-la pelo pescoço**. A vítima caiu novamente e, ao se levantar, percebeu que estava coberta de sangue, com um corte profundo na cabeça, cuja origem não soube precisar se foi pela queda ou pelos socos. A gravidade dos ferimentos a levou a procurar atendimento médico.

Busca por socorro e registro de ocorrência

Gravemente ferida, a mulher se dirigiu à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para registrar o boletim de ocorrência. O ato de registrar a violência é um passo crucial para buscar justiça e proteção.

A vítima relatou que, mesmo após a agressão, o ex-namorado continuava a enviar mensagens, inclusive confessando ter **queimado pertences dela** que estavam em sua casa. Atualmente, ela aguarda acompanhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para tentar recuperar o que restou de seus bens.

Apoio e rede de proteção à mulher em Campo Grande

A mulher passou a madrugada de sábado na Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu apoio e orientação. Segundo relatos, a cunhada informou que o agressor implorava, por meio de mensagens, para que ela não registrasse a ocorrência, demonstrando arrependimento tardio e tentativa de manipulação.

Este foi o **segundo episódio de agressão** sofrido pela vítima. Na primeira ocasião, o homem também se alterou e a agrediu, chegando a jogar um molho de chaves nela e a furar sua perna. Ela expressou profunda tristeza por ter acreditado em uma nova oportunidade de relacionamento após um longo período solteira, apenas para reviver o trauma. O fato de seu sobrinho ter presenciado toda a violência adicionou uma camada extra de sofrimento.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande, localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, funciona 24 horas, oferecendo atendimento social, psicológico, jurídico com Defensoria Pública e Ministério Público, além de Vara Judicial de Medidas Protetivas e alojamento. A Patrulha Maria da Penha e a Guarda Municipal também atuam no local. Em casos de emergência, é possível acionar o 190 ou o 153.

A Central de Atendimento à Mulher – 180 garante o anonimato e oferece acolhimento e orientação em todo o Brasil, funcionando 24 horas por dia. Para atendimento em Mato Grosso do Sul, o Promuse disponibiliza o número (67) 99180-0542. O Campo Grande NEWS também destaca a importância de buscar as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DAMs) no interior do estado, cujos endereços podem ser consultados para garantir o acesso à justiça em diversas cidades. Em casos de má conduta policial, denúncias podem ser feitas à Corregedoria da Polícia Civil ou ao Ministério Público.