MS terá 10 nomes na disputa pelas 2 vagas ao Senado em 2026

Mato Grosso do Sul já tem sua lista completa de pré-candidatos para as duas cadeiras no Senado Federal em 2026. Com o encerramento das convenções partidárias, dez nomes foram oficializados para concorrer ao pleito. A corrida promete ser bastante diversificada, incluindo figuras com passagens pelo governo estadual, parlamentares atuantes, ex-prefeitos, além de representantes de setores como o agronegócio, movimentos sociais, agricultura familiar e povos indígenas.

Dos dez postulantes, apenas a senadora Soraya Thronicke (PSB) buscará a reeleição, tendo sido eleita em 2018. O atual senador Nelson Trad Filho (PSD), cujo mandato se encerra em 2026, optou por não concorrer diretamente, mas integra a chapa de suplente do ex-governador Reinaldo Azambuja Silva (PL). Os eleitores sul-mato-grossenses terão a responsabilidade de escolher dois senadores que iniciarão um mandato de oito anos a partir de fevereiro de 2027.

A definição dos candidatos marca o início de uma intensa campanha eleitoral, onde diferentes trajetórias e propostas se confrontarão. A pluralidade de origens dos concorrentes reflete a diversidade de interesses e visões políticas presentes no estado, prometendo um debate rico sobre os rumos de Mato Grosso do Sul no cenário nacional.

Reinaldo Azambuja, ex-governador, busca vaga no Senado

Um dos nomes de peso na disputa é o de Reinaldo Azambuja Silva (PL), 63 anos, produtor agropecuário com vasta experiência política. Azambuja já foi prefeito de Maracaju por dois mandatos, deputado estadual, deputado federal e, mais recentemente, ocupou o cargo de governador de Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022. Sua candidatura ao Senado é vista como uma forte aposta para o PL, buscando consolidar a representação do partido no Congresso Nacional. Seus suplentes são o senador Nelsinho Trad (PSD) e Felipe Mattos (União Brasil).

A candidatura de Azambuja, conforme o Campo Grande NEWS checou, representa a continuidade de uma força política estabelecida no estado, com forte apelo junto ao eleitorado rural e setores ligados ao agronegócio. A aliança com o senador Nelson Trad Filho como primeiro suplente reforça a estratégia de unir forças políticas tradicionais em busca de um objetivo comum.

Soraya Thronicke é a única em busca de reeleição

A senadora Soraya Vieira Thronicke (PSB), 53 anos, advogada natural de Dourados, é a única a tentar a recondução ao cargo. Eleita em 2018 com 373.712 votos, ela busca estender sua permanência no Senado por mais oito anos, defendendo as pautas que liderou em seu primeiro mandato. Seus suplentes são o empresário e advogado Bruno Migueis e a professora Sandra Cassone. A senadora tem se destacado por sua atuação em temas como segurança pública e defesa do empreendedorismo.

A busca pela reeleição de Soraya Thronicke, como apurado pelo Campo Grande NEWS, sinaliza uma estratégia de manter a representatividade feminina e a continuidade de sua atuação parlamentar. Sua campanha deverá focar em apresentar os resultados de seu mandato e dialogar com diferentes segmentos da sociedade sul-mato-grossense.

Diversidade de perfis completa a lista de candidatos

A lista de candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul é marcada pela diversidade de origens e experiências. Capitão Contar (PL), 42 anos, militar da reserva do Exército, que foi deputado estadual e disputou o segundo turno para governador em 2022, busca agora uma vaga no Senado. Seus suplentes são Claudio Mendonça e Luciano Barbosa Rodrigues.

Vander Loubet (PT), 62 anos, deputado federal com longa trajetória no partido, também concorre. Eleito deputado federal em 2002 e reeleito desde então, Loubet busca agora o Senado, com as professoras Maria Diogo e Maju Cordeiro como suplentes. Sua candidatura representa a força do PT no estado.

Representando a agricultura familiar, Beto do Movimento (PSOL/Rede), 46 anos, agricultor e liderança do Movimento Popular de Luta (MPL), busca seu primeiro cargo eletivo. Seus suplentes são Elizangela Tiago e Kátia Bastos. Já Valderi Garcia (PCO), 52 anos, agricultor e liderança indígena da etnia Guarani Kaiowá, traz para a campanha as pautas dos direitos indígenas e acesso à terra.

Outros nomes que compõem a disputa são Daniel Júnior (Agir), 47 anos, corretor de imóveis que já disputou eleições para vereador e deputado federal, tendo como suplentes Alessandro Garcia e Luciene Ramos da Silva. Luiz Lemes (DC), 59 anos, engenheiro com experiência em eleições anteriores, conta com Roberto Oscar Patzlaff e Aldeci Teixeira dos Santos como suplentes.

Roberto Oshiro (Novo), 48 anos, advogado tributarista e empresário, que disputou a vice-prefeitura de Campo Grande em 2024, busca uma cadeira no Senado. Seus suplentes são o empresário Augusto Alessio e outro nome a ser definido pelo partido. Por fim, Sidney Vargas (PRD), 46 anos, empresário do setor metalúrgico, fundador do grupo AçoFort Ferro e Aço, disputa pela primeira vez uma vaga no Senado, com Valdevino Perroni e Laurindo Barbosa Carneiro como suplentes.

A diversidade de candidaturas, como destacado pelo Campo Grande NEWS, reflete um cenário político dinâmico em Mato Grosso do Sul, onde diferentes segmentos da sociedade buscam representatividade no Congresso Nacional. Acompanhar o desenvolvimento dessas campanhas será crucial para entender as tendências políticas do estado nos próximos anos.