Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário climático atípico, com chuvas que superaram em muito a média histórica em abril e a previsão de calor e instabilidade para os próximos meses. A combinação de excesso hídrico e altas temperaturas tem sido uma marca registrada, com impactos significativos para diversas regiões do estado.
MS registra chuvas recordes e alerta para ondas de calor
Abril se despediu de Mato Grosso do Sul com um volume de chuvas expressivo, superando em 217% a média histórica em Campo Grande, que registrou 283,4 mm. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), cerca de 55% das estações meteorológicas do estado registraram precipitações acima do padrão climatológico esperado para o mês.
Essa **chuva em excesso**, embora tenha trazido alívio em áreas do centro-norte e oeste, melhorando a disponibilidade hídrica e favorecendo o setor agropecuário, não foi uniforme. Regiões do extremo sul e partes do Pantanal ainda enfrentam **déficit hídrico**, evidenciando a irregularidade na distribuição das precipitações.
Os dados coletados pelo Cemtec revelam que diversos municípios registraram acumulados consideráveis em abril. Porto Murtinho, por exemplo, teve 209,8 mm, enquanto São Gabriel do Oeste anotou 186,2 mm. Essa variação demonstra a complexidade do quadro climático que o estado atravessa, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
Apesar do volume de água, o calor também se fez presente de forma intensa. Em Porto Murtinho, a temperatura máxima alcançou 37,2°C, enquanto em Sete Quedas, a mínima chegou a 12,8°C. Essa **grande variação térmica** em um mesmo mês aponta para uma instabilidade que vai além das chuvas.
El Niño intensifica previsão de calor e chuvas
A tendência para os próximos meses não aponta para uma normalização do clima. A previsão meteorológica indica a continuidade de chuvas significativas, com volumes que podem variar entre 100 mm e 300 mm na maior parte do estado, podendo chegar a **400 mm no extremo sul**. Paralelamente, as temperaturas devem permanecer próximas ou acima da média histórica.
O principal fator por trás dessa previsão de um trimestre mais quente e possivelmente mais chuvoso é o fenômeno El Niño. Há uma probabilidade de 61% de ocorrência e intensificação do El Niño entre maio e julho, o que pode influenciar diretamente o padrão climático em Mato Grosso do Sul ao longo do ano, como destaca o Campo Grande NEWS em suas análises.
Impactos no agronegócio e no cotidiano
O excesso de chuvas em algumas regiões pode trazer desafios para o plantio e a colheita, afetando a logística e a qualidade dos grãos. Por outro lado, a disponibilidade de água pode ser benéfica para a agricultura irrigada e para a manutenção dos níveis de reservatórios. A irregularidade, no entanto, exige atenção constante dos produtores.
A combinação de calor e umidade elevada também pode favorecer a proliferação de doenças e pragas, tanto na agricultura quanto na saúde humana. A população deve estar atenta às recomendações das autoridades sanitárias para evitar problemas relacionados ao clima.
Acompanhamento e preparação são essenciais
Diante desse cenário de instabilidade climática, o acompanhamento das previsões meteorológicas se torna fundamental. O Cemtec e outros órgãos de monitoramento oferecem dados atualizados que auxiliam na tomada de decisões, seja para o setor produtivo ou para a população em geral.
O Campo Grande NEWS reforça a importância de se manter informado sobre as condições climáticas, buscando informações em fontes confiáveis. A preparação para eventos extremos, como chuvas intensas ou ondas de calor, pode mitigar os impactos negativos e garantir a segurança de todos.

