Mpox em Campo Grande: dois casos suspeitos sob investigação e um já descartado pela SES

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul confirmou a notificação de três casos suspeitos de mpox na capital, Campo Grande, em 2026. Deste total, um caso já foi oficialmente descartado após análises laboratoriais, enquanto os outros dois seguem em fase de investigação e monitoramento pelas autoridades de saúde. A situação acende um alerta no estado, que já havia registrado um número considerável de casos em anos anteriores, e acompanha a tendência nacional de aumento da doença.

O retorno da mpox ao noticiário nacional ocorreu recentemente, com a confirmação do primeiro caso do ano em Porto Alegre. Segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil já soma 62 casos confirmados em 2026, com maior concentração em São Paulo e Rio de Janeiro, e não há óbitos registrados até o momento. A SES-MS prevê um aumento nas notificações de casos suspeitos no estado, impulsionado pela maior conscientização e vigilância dos profissionais de saúde.

Diante deste cenário, a Secretaria de Estado de Saúde assegura que o monitoramento da mpox está sendo feito de forma contínua. Todas as medidas preconizadas pelos protocolos de saúde vigentes estão sendo adotadas, garantindo o acompanhamento oportuno e adequado dos casos que forem notificados. A pasta reforça a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação e comunicação de possíveis sintomas.

O que é a mpox e como se manifesta

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral zoonótica causada pelo MPXV, um vírus da família Poxviridae. A transmissão para humanos geralmente ocorre por meio do contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados de uma pessoa ou animal infectado. Embora o nome remeta a macacos, o vírus circula em diversas espécies de animais, sendo os roedores os principais reservatórios naturais.

Os sintomas da mpox podem variar, mas geralmente incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios linfáticos inchados e calafrios. A característica mais distintiva da doença é o surgimento de erupções cutâneas, que evoluem para pústulas e, posteriormente, para crostas antes de cicatrizarem. É fundamental procurar atendimento médico ao apresentar qualquer um desses sinais para diagnóstico e tratamento adequados.

Diagnóstico e medidas de prevenção

O diagnóstico da mpox é confirmado laboratorialmente, por meio de testes moleculares ou sequenciamento genético. Para isso, é coletada uma amostra, preferencialmente da secreção das lesões, ou das crostas, caso as lesões já estejam secas. Essas amostras são encaminhadas para laboratórios de referência em todo o Brasil para análise. A rapidez no diagnóstico é crucial para o manejo do paciente e para evitar a disseminação do vírus.

As medidas de prevenção continuam sendo essenciais para o controle da doença. Elas incluem evitar o contato próximo com pessoas infectadas, lavar as mãos com frequência, utilizar máscaras em ambientes de aglomeração e, para grupos de risco, a vacinação, quando disponível. A SES-MS, conforme o Campo Grande NEWS checou, ressalta que a informação e a conscientização são ferramentas poderosas na prevenção da mpox.

Histórico de casos em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul possui um histórico de notificações de mpox. Ao longo dos anos, o estado registrou 760 notificações da doença. Em 2025, foram 67 notificações de suspeita de casos, das quais 11 foram confirmadas pela SES. A maior parte dos casos confirmados em 2025 estava na faixa etária de 30 a 39 anos, representando 54% do total. Outros quatro casos foram registrados entre 40 e 49 anos, e um caso na faixa de 20 a 29 anos. Estes dados são do Painel Mais (Monitor de Apoio às Informações em Saúde) de Mato Grosso do Sul.

O aumento das notificações em Campo Grande, mesmo com um caso já descartado, reforça a necessidade de manter a vigilância ativa. A SES-MS, segundo o apurado pelo Campo Grande NEWS, está empenhada em garantir que os protocolos de monitoramento e resposta sejam seguidos rigorosamente. A atenção a qualquer sintoma suspeito e a busca por informações em fontes confiáveis são passos importantes para a comunidade.

Acompanhamento contínuo da situação

A Secretaria de Estado de Saúde reafirma seu compromisso em monitorar a evolução da mpox no estado. A pasta atua em conformidade com as diretrizes nacionais, garantindo que as ações de vigilância e controle sejam efetivas. O Campo Grande NEWS destaca que a transparência nas informações e a comunicação clara com a população são fundamentais neste processo, assegurando que todos estejam cientes dos riscos e das medidas de proteção.

A colaboração entre os órgãos de saúde, os profissionais da linha de frente e a sociedade é vital para a contenção de surtos. A SES-MS continuará divulgando atualizações sobre a situação da mpox em Mato Grosso do Sul, mantendo a população informada e orientada sobre os próximos passos e as recomendações de saúde pública. A vigilância e a prevenção são as melhores armas contra a doença.