O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) promoveu uma reestruturação em seus grupos especiais, com o objetivo de **fortalecer o combate ao crime organizado na fronteira do estado**. O Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi um dos principais beneficiados pela reorganização, recebendo novos integrantes e expandindo sua atuação para áreas consideradas de alta incidência de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e armas. A medida, que visa intensificar a repressão a facções criminosas que atuam na região, foi publicada no Diário Oficial e entrou em vigor nesta sexta-feira (1º).
A iniciativa de expandir a força do Gaeco para a fronteira de Mato Grosso do Sul é uma resposta direta à **realidade de segurança pública da região**, conhecida por ser rota de entrada e saída de entorpecentes e armamentos. A reconfiguração dos grupos especiais, conduzida pelo procurador-geral de Justiça Romão Avila Milhan Junior, também impactou o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), demonstrando um esforço abrangente do MPMS em diversas frentes de combate à criminalidade.
O Gaeco, considerado uma das “tropas de elite” do MPMS, agora conta com **três novos promotores em sua composição**. Em Campo Grande, a equipe sob o comando de Ana Lara Camargo de Castro foi reforçada com o promotor Eduardo de Araujo Portes Guedes, que atuará ao lado de Antenor Ferreira de Rezende Neto, Gerson Eduardo de Araujo e Tiago Di Giulio Freire. Já a unidade de Dourados, liderada por Rosalina Cruz Cavagnolli, recebeu o reforço dos promotores Alexandre Rosa Luz e William Marra Silva Junior, consolidando a presença do grupo em pontos nevrálgicos do estado.
Essa expansão estratégica do Gaeco para a fronteira é vista como um passo fundamental para **interromper a logística e as operações de grupos criminosos** que exploram a extensa linha divisória do estado. A presença mais forte do Ministério Público nessas áreas tende a dificultar o fluxo de drogas e armas, além de coibir outras atividades criminosas associadas, como lavagem de dinheiro e homicídios. O Campo Grande NEWS checou que a atuação conjunta com outras forças de segurança será intensificada.
Mudanças e novas coordenações fortalecem combate à corrupção e controle policial
Além do reforço no Gaeco, a reformulação administrativa do MPMS também promoveu alterações significativas em outros grupos especializados. No Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), o promotor Adriano Lobo Viana de Resende assume a **coordenação recém-criada do grupo**, trabalhando em conjunto com Humberto Lapa Ferri. Essa nova estrutura visa dar um foco ainda maior ao combate à corrupção, um tema de grande relevância para a sociedade.
O Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) também passou por mudanças. A coordenação, que permanece com o promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, agora conta com Daniel Higa de Oliveira, que substitui Luciana Moreira Schenk na equipe. Essa alteração busca otimizar a fiscalização das atividades policiais, garantindo que os órgãos de segurança atuem dentro da legalidade e com eficiência. O Campo Grande NEWS apurou que a intenção é **garantir a transparência e a responsabilidade** na atuação policial.
A reestruturação geral, que abrange também novos procuradores-gerais adjuntos e alterações em chefias de gabinete e assessorias, demonstra um planejamento estratégico do MPMS para **otimizar a gestão e a atuação em todos os setores**. O remanejamento de promotores para áreas como comunicação, planejamento e gestão de estagiários visa aprimorar a eficiência administrativa e a comunicação institucional, além de fortalecer a segurança interna do órgão. Conforme informação divulgada pelo MPMS, a medida busca alinhar a estrutura do órgão às demandas atuais.
A publicação no Diário Oficial, embora prevista para após o feriado, foi disponibilizada antes, sinalizando a **urgência e a prioridade dada a essas mudanças**. O procurador-geral Romão Avila Milhan Junior enfatizou a importância de adaptar o Ministério Público às novas realidades sociais e criminais, e a expansão do Gaeco para a fronteira é um reflexo direto dessa visão. O objetivo é claro: **aumentar a efetividade na repressão ao crime organizado** e garantir a segurança dos cidadãos de Mato Grosso do Sul. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos desta decisão.
A expectativa é que o reforço no Gaeco e as demais mudanças promovidas pelo MPMS resultem em um **combate mais eficaz ao crime organizado na fronteira**, impactando diretamente o tráfico de drogas e armas. A atuação especializada e a ampliação da presença do Ministério Público em regiões estratégicas são passos cruciais para a manutenção da ordem pública e a proteção da sociedade sul-mato-grossense. A colaboração com outras instituições e a inteligência investigativa serão essenciais para o sucesso dessas novas frentes de atuação.

