Um motorista com deficiência física precisou de auxílio de vizinhos após seu Ford Fiesta vermelho atolar em uma rua lamacenta no Bairro Guanandi 2, em Campo Grande, nesta quinta-feira (28). O incidente ocorreu em uma área que, segundo moradores, passou por manutenção da Águas Guariroba, deixando a via em condições precárias e dificultando o tráfego de veículos.
Guanandi 2: Lama e Humilhação nas Ruas Após Obras
A dificuldade enfrentada pelo motorista, que se locomove com muletas, evidencia o descaso com a infraestrutura do bairro. A situação, registrada por moradores e enviada ao Direto das Ruas, canal de interação do Campo Grande NEWS com os leitores, expõe o transtorno diário vivido pelos residentes da Rua Cabedelo. A contadora Juliane Dronov, de 34 anos, relatou o ocorrido em frente à sua residência, onde o carro ficou preso em um trecho tomado pela lama.
“Foi um rapaz com deficiência, ele não tem uma perna. Ele estava de muleta tentando sair daquela situação. Bem na hora fomos abrir o portão e vimos isso, foi onde ajudamos”, contou Juliane. A moradora também destacou que a própria família evita colocar o carro na garagem por receio de não conseguir sair. O veículo precisou ficar estacionado na esquina, aguardando as condições melhorarem.
“É um desgaste, uma humilhação. A gente paga imposto e a rua está essa anarquia. Cedo, nós quase não conseguimos sair para trabalhar. Você vai trabalhar com o carro todo sujo, todo lameado, sendo que a rua estava arrumada”, desabafou Juliane. Ela mencionou que, apesar de máquinas terem passado pelo local durante a madrugada, a situação teria piorado, e que os moradores já solicitaram a compactação da via diversas vezes, sem sucesso.
Improviso e Falta de Resposta: A Luta dos Moradores
Diante da dificuldade do motorista, os vizinhos tentaram acionar uma máquina para auxiliar na retirada do veículo, mas, segundo a moradora, nenhuma equipe compareceu ao local. A solução acabou sendo um **improviso**: um vizinho arrumou uma corda e ajudou a rebocar o carro, demonstrando a solidariedade da comunidade em contraste com a ausência de uma solução oficial.
Este incidente não é isolado. Dias antes, moradores do mesmo bairro relataram problemas semelhantes em ruas afetadas por obras de implantação da rede de esgoto. Na época, a Águas Guariroba informou que as obras estavam em andamento e que as chuvas saturavam o solo em algumas vias. A concessionária prometeu, após a melhora do clima, adotar medidas para compactação do solo e melhoria das ruas intervencionadas.
Águas Guariroba Promete Avaliação e Melhorias
Em resposta ao caso específico da Rua Cabedelo, a Águas Guariroba comunicou ao Campo Grande NEWS que enviará uma equipe ao local nesta sexta-feira (29) para avaliação e realização de melhorias. A concessionária reitera que as obras de esgoto no Guanandi ainda estão em andamento e que os reparos nas vias serão feitos conforme o avanço dos trabalhos.
A empresa ressalta sua responsabilidade pelos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, e que demandas sobre pavimentação e drenagem devem ser avaliadas com base na infraestrutura existente. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a falta de rede de drenagem em algumas vias do bairro agrava a absorção da água da chuva, contribuindo para o acúmulo de lama.
Desgaste e Expectativa por Soluções Definitivas
A situação na Rua Cabedelo reflete o **desgaste e a frustração** dos moradores que convivem com a lama e os transtornos causados pelas obras. A expectativa agora se volta para a ação prometida pela Águas Guariroba, na esperança de que a via seja devidamente compactada e que problemas como o vivenciado pelo motorista com deficiência não se repitam, garantindo o direito básico de ter ruas transitáveis e seguras.
O episódio levanta questionamentos sobre o planejamento e a execução das obras em áreas urbanas, especialmente quando impactam a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos. A solidariedade dos vizinhos foi essencial para resolver a situação imediata, mas a necessidade de **soluções estruturais e duradouras** permanece como um clamor da comunidade do Guanandi 2.

