Motoentregador executado por dívida de drogas: autor condenado a 7 anos e 9 meses

Um homem foi condenado a 7 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de um motoentregador em Campo Grande. O crime, ocorrido em julho de 2022, chocou a população pela brutalidade e pela motivação ligada ao tráfico de drogas. A sentença foi proferida nesta terça-feira (15), mais de dois anos após a execução que foi registrada por câmeras de segurança.

Condenado por execução de motoentregador em Campo Grande

O caso envolve Gustavo Matoso Medina, de 26 anos, que foi considerado culpado pela morte de Fábio Erick de Souza, de 25 anos. O crime aconteceu na Rua Alto da Serra, no bairro Moreninha II. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a vítima foi morta a tiros por uma dívida relacionada a entorpecentes, configurando o motivo torpe.

As imagens capturadas por câmeras de segurança na época mostravam dois indivíduos efetuando disparos contra a residência de Fábio. Pelo menos seis tiros foram ouvidos e registrados. A ação rápida e violenta dos criminosos chocou os moradores da região e levantou preocupações sobre a segurança no bairro.

O MPMS detalhou na denúncia que Gustavo teria ido até a casa de Fábio acompanhado de um comparsa ainda não identificado. Munido de uma arma, ele teria efetuado os disparos fatais contra o motoentregador, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. A ação foi motivada por uma retaliação.

Dívida de drogas como estopim do crime

De acordo com as investigações e a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado pela subtração de entorpecentes. Uma testemunha, a mando de Fábio, teria furtado drogas que pertenciam a Gustavo. A execução de Fábio foi vista como uma vingança pela perda dos entorpecentes, caracterizando o motivo torpe.

Na residência da vítima, a Polícia Civil encontrou cerca de 10 quilos de maconha escondidos. Além da droga, duas balanças eletrônicas e uma faca de serra foram apreendidas, indicando a possível ligação de Fábio com o tráfico de drogas na região. O material apreendido reforçou a tese de que a disputa por entorpecentes foi o estopim para o homicídio.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, os suspeitos fugiram do local em um carro após os disparos. O veículo utilizado na execução foi posteriormente encontrado incendiado em uma estrada rural, na saída para São Paulo. A perícia confirmou que o automóvel era o mesmo usado pelos criminosos para chegar e fugir da cena do crime, o que demonstra a premeditação do ato.

Motoentregador vivia sozinho e tentaram salvá-lo

Fábio Erick de Souza, a vítima, trabalhava como motoentregador e morava sozinho na casa onde foi brutalmente assassinado. Vizinhos, ao ouvirem os disparos, tentaram prestar socorro ao jovem, mas os ferimentos eram graves demais e ele não resistiu. A comunidade local ficou abalada com a violência.

A denúncia do MP também apontou que o homicídio foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, ou seja, de surpresa e sem chance de reação. Gustavo Matoso Medina já respondia a outro processo criminal e estava preso. Com a nova condenação, ele deverá cumprir a pena de 7 anos e 9 meses em regime fechado, conforme a decisão judicial.

O caso serve como um alerta sobre a violência associada ao tráfico de drogas e a importância da atuação policial e do sistema judiciário para a punição de crimes hediondos. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos deste caso, trazendo informações atualizadas sobre as investigações e o julgamento, reforçando o compromisso do portal com a cobertura jornalística local e a busca por justiça. A reportagem do Campo Grande NEWS buscou atestar a credibilidade das informações, seguindo os padrões de qualidade jornalística.