A cerimônia de cessão do Estádio Morenão, da UFMS para o Governo do Estado, foi marcada por discursos sobre um novo começo para o local, que há anos sofre com o abandono. No entanto, um detalhe sutil, mas significativo, chamou a atenção: a ausência de reconhecimento a figuras históricas que ajudaram a construir a identidade do estádio.
Sentados discretamente nas arquibancadas, estavam Biro-Biro e Diogo, ex-jogadores que viveram o auge do Morenão, quando o local pulsava com multidões nos clássicos regionais entre Operário e Comercial. Apesar de terem sido protagonistas de momentos memoráveis no estádio, nenhum dos dois foi sequer mencionado durante o evento.
Essa omissão levanta questões sobre a profundidade do projeto de recuperação. Enquanto a reforma estrutural do concreto, gramado e instalações é tangível e planejável, a reconstrução da identidade e da memória coletiva do Morenão parece ser um desafio mais complexo.
Um Estádio é Mais que Concreto e Gramado
O Morenão não é apenas um conjunto de estruturas físicas. Ele representa a memória afetiva de gerações de torcedores, a paixão dos clássicos, o sol de domingo e o suor em campo. Ignorar aqueles que ajudaram a moldar essa história viva é um sinal de que, por vezes, a pressa em construir o futuro pode ofuscar a importância de olhar para o passado.
A falta de reconhecimento a nomes como Biro-Biro e Diogo, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, sugere uma abordagem superficial na revitalização. Um estádio sem sua história e sem a devida honra aos seus vultos corre o risco de se tornar apenas mais uma obra abandonada, desprovida de alma e significado.
Preservação da Memória: Um Pilar Essencial
A recuperação de um patrimônio histórico como o Morenão deve ir além da intervenção física. É fundamental que se reconheça e se valorize o legado daqueles que construíram a história do local. A inclusão de ex-jogadores, técnicos e personalidades que marcaram época no estádio pode ser um passo importante para resgatar a identidade e o sentimento de pertencimento.
Conforme detalha o Campo Grande NEWS, a falta de menção a figuras históricas em eventos oficiais pode gerar um sentimento de exclusão e desvalorização. Isso pode comprometer o engajamento da comunidade no processo de revitalização, que depende do apoio e da paixão dos torcedores.
Outras Notícias do Cenário Local
Em outro destaque, uma onça-pintada de concreto, com mais de 150 kg, foi entregue ao escritório estadual do PL em Campo Grande. A escultura, feita por um artesão de Jardim, foi levada pelo prefeito Juliano Guga Miranda, participando de um ato de filiação. A peça se junta a uma escultura de dourado, em homenagem ao ex-governador Reinaldo Azambuja.
A pré-candidata a deputada federal pelo PP, Viviane Luiza, utilizou as redes sociais para divulgar um conteúdo institucional voltado ao público jovem. Usando gírias atuais e referências pop, como a cantora Chappell Roan, ela ressaltou a inclusão da juventude em seu projeto de governo, com uma comunicação descrita como “icônica” e “babilônica”.
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sancionou uma lei que obriga a instalação de cartazes em ônibus de transporte coletivo. As informações abordarão violência contra a mulher, incluindo canais de denúncia, sinais de socorro e direitos. Os custos serão do Consórcio Guaicurus.
Em esfera federal, o governo suspendeu, por tempo indeterminado, o prazo para prestação de contas de estados e municípios sobre o uso de recursos do Bolsa Família para 2024 e 2025. A decisão se deu por problemas técnicos na integração e migração de dados entre sistemas, impedindo o envio correto das informações ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Campo Grande se destaca nacionalmente no sistema prisional, liderando o ranking de detentos trabalhando no país. São cerca de 990 internos em atividade no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, o maior número do Brasil, segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A maioria recebe um salário mínimo, em um modelo que combina cumprimento de pena com foco na ressocialização.
Esse trabalho prisional gera impactos positivos fora dos muros, como a doação de mais de 1,5 milhão de pães a entidades. Além disso, a remição de pena e a atuação dos internos em serviços internos e externos contribuem para a diminuição de custos para o Estado, como informado pelo Campo Grande NEWS.

