Moraes autoriza Bolsonaro a ir ao hospital para exames após queda e crise de saúde

Alexandre de Moraes autoriza Bolsonaro a realizar exames médicos no hospital após queda

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu autorização nesta quarta-feira (7) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levado a um hospital para a realização de exames. A decisão atende a um pedido da defesa, que alegou a necessidade de investigar um quadro de saúde após uma queda sofrida pelo ex-presidente na terça-feira (6).

Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, encontra-se detido em uma cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A solicitação para a ida ao hospital foi motivada por sintomas que, segundo os advogados, indicam a necessidade de avaliação médica especializada.

A esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, relatou nas redes sociais que o ex-presidente teve uma crise durante a madrugada, resultando em uma queda e um corte na cabeça. A defesa, com base em um parecer médico particular, solicitou exames como tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Conforme informação divulgada pela defesa, o quadro clínico seria compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva e oscilação de memória.

Pedido de exames e a decisão de Moraes

A defesa de Jair Bolsonaro argumentou que os exames solicitados, como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, são cruciais para diagnosticar a extensão dos ferimentos e a condição neurológica do ex-presidente. A preocupação principal gira em torno de um possível traumatismo craniano e outras complicações decorrentes da queda.

Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) tome as providências para o transporte de Bolsonaro ao hospital. A orientação é que a ida seja feita de forma discreta, com desembarque pela garagem da unidade de saúde. A PF também será responsável pela vigilância do ex-presidente durante todo o período dos exames, garantindo a segurança e o cumprimento dos protocolos.

Primeira negativa e a insistência da defesa

É importante notar que essa não foi a primeira solicitação da defesa para a transferência de Bolsonaro ao hospital. Na terça-feira (6), logo após a queda, os advogados já haviam tentado a remoção. Na ocasião, Moraes negou o pedido, baseando-se em uma avaliação da equipe médica da própria Polícia Federal, que considerou os ferimentos como leves e não viu necessidade imediata de exames hospitalares.

Diante da negativa inicial, a defesa apresentou um novo pedido, desta vez com a indicação específica de exames por um médico particular de Bolsonaro. Essas indicações foram levadas em conta pelo ministro na decisão proferida nesta quarta-feira, que finalmente autorizou a ida ao hospital para a investigação detalhada do quadro clínico.

Retorno à Superintendência da PF

Após a conclusão dos exames médicos e a devida avaliação, Jair Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanece detido. A PF seguirá com as medidas de segurança e vigilância conforme determinado por Alexandre de Moraes. A autorização para os exames representa um passo importante na avaliação da saúde do ex-presidente após o incidente.