Ministro da Fazenda em MS: reforma tributária promete PIB 12% maior

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, esteve em Campo Grande nesta sexta-feira (31) para uma reunião crucial na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS). O objetivo principal foi discutir os avanços e desafios na implementação da Reforma Tributária e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A visita reforça a importância da articulação entre o governo federal, estados e municípios para a consolidação da maior mudança no sistema tributário brasileiro em décadas.

Durigan, acompanhado pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César, que também preside o Comsefaz e o Comitê Gestor do IBS, conversou com servidores da pasta. A reunião técnica abordou os preparativos para a transição, que se inicia oficialmente em janeiro de 2027. Conforme divulgado pelo Campo Grande News, o ministro ressaltou o potencial da reforma para impulsionar a economia, com projeções de um acréscimo de 12 pontos percentuais ao PIB nacional em dez anos.

A presença do ministro na Sefaz-MS sublinha a importância da parceria e do diálogo aberto entre as esferas de governo. Flávio César destacou que esse trabalho conjunto é fundamental para o sucesso do novo modelo tributário, que visa simplificar a arrecadação e tornar o Brasil mais competitivo globalmente. A colaboração entre o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor do IBS, que envolve todas as 27 unidades da federação e os 5.567 municípios, é vista como essencial para superar as complexidades técnicas e políticas envolvidas.

Reforma Tributária: um salto para o PIB nacional

O ministro Dario Durigan mostrou-se otimista quanto aos resultados da Reforma Tributária. Ele enfatizou que a simplificação do sistema de arrecadação e a redução de custos para as empresas são fatores determinantes para o crescimento econômico. “Nós vamos fazer o país crescer melhorando o lado da oferta, melhorando a qualidade do emprego, melhorando a efetividade e a produtividade da economia”, afirmou o ministro.

As projeções são ambiciosas: a reforma tem o potencial de adicionar **12 pontos percentuais ao PIB** brasileiro na próxima década. Esse impacto positivo se traduzirá em maior competitividade para as empresas nacionais, redução de distorções em créditos tributários e um estímulo significativo para investimentos e exportações. Conforme o Campo Grande News checou, Durigan acredita que a reforma eliminará gargalos, como o acúmulo de crédito na cadeia para exportadores e investimentos.

Parceria Federativa: a chave para o sucesso da transição

A implementação de uma mudança tão profunda no sistema tributário, segundo o ministro, só é possível através de um **federalismo de cooperação**. Durigan elogiou a atuação de Flávio César na coordenação dos trabalhos, destacando sua capacidade de congregar as diversas unidades da federação. “Eu cuido do governo federal. O Flávio cuida de 5.567 municípios e dos 27 estados, numa pluralidade de posições políticas e de dificuldades técnicas legítimas que precisam ser superadas”, declarou o ministro.

A visita à Sefaz-MS marcou o encerramento da agenda de Durigan no estado. Antes disso, o ministro participou de uma reunião convocada pelo presidente Lula em Brasília e teve um almoço reservado com o governador Eduardo Riedel. A reunião técnica na Sefaz foi o ponto alto, onde se discutiram os próximos passos para a transição do novo sistema tributário, um marco para a economia brasileira, conforme o Campo Grande News apurou.

IBS: o novo imposto em detalhes

O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) é o cerne da Reforma Tributária e tem como objetivo unificar tributos como ICMS e ISS em um único imposto com gestão compartilhada entre estados e municípios. A transição para o novo sistema tributário é um processo complexo, que exigirá intensa colaboração e adaptação de todos os entes federativos. A participação ativa de órgãos como o Comitê Gestor do IBS, liderado por Flávio César, é fundamental para garantir que a transição ocorra de forma suave e eficaz.

A expectativa é que a simplificação promovida pelo IBS reduza a burocracia e os custos de conformidade para as empresas, liberando recursos que poderão ser reinvestidos em inovação e expansão. Além disso, a **reforma tributária** visa criar um ambiente de negócios mais justo e previsível, atraindo mais investimentos para o país e fortalecendo a posição do Brasil no cenário econômico mundial. O sucesso dessa empreitada depende do empenho contínuo de todos os envolvidos, desde o governo federal até os pequenos municípios.