Um militar do Exército, identificado como Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, confessou em depoimento à polícia que estava sob efeito de álcool no momento em que atropelou e matou a motociclista Miriam Rosa Matos, de 44 anos. O trágico acidente ocorreu na madrugada de sábado (20), por volta das 6h47, em um cruzamento movimentado no centro de Campo Grande. A confissão detalha um longo período de consumo de álcool antes do incidente, levantando sérias questões sobre a responsabilidade do condutor e a segurança no trânsito.
O militar relatou que iniciou o consumo de vodka com energético por volta das 0h45 de sábado, ou seja, quase seis horas antes do atropelamento fatal. Ele estava na companhia de um amigo, que também estava na caminhonete no momento da colisão. A velocidade e a desobediência à sinalização de trânsito foram fatores cruciais para a tragédia, conforme apurado pelas autoridades.
Segundo o depoimento obtido pelo g1, Victor Vicentin Rocha alegou ter avançado o sinal vermelho porque estaria fugindo de outro veículo. Ele dirigia em direção ao bairro Nova Lima quando outro carro teria invadido parcialmente a sua faixa de rolamento, chegando a raspar no retrovisor da caminhonete. Após esse incidente, o militar afirmou que passou a ser perseguido, o que o levou a desrespeitar o sinal.
Prisão e Negativa de Liberdade
A prisão em flagrante do soldado Victor Vicentin Rocha foi convertida em prisão preventiva, após parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), nesta segunda-feira (22). A defesa do militar havia solicitado liberdade provisória, mas o pedido foi negado pela Justiça, indicando a gravidade dos fatos. A decisão reforça a necessidade de aprofundamento nas investigações e a garantia de que a lei seja cumprida.
Imagens de câmeras de segurança registraram o exato momento em que a caminhonete conduzida por Victor Vicentin Rocha atinge violentamente a motocicleta de Miriam Rosa Matos. A força do impacto foi tamanha que a motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A cena capturada pelas câmeras é chocante e serve como prova contundente da dinâmica do acidente.
Consequências do Acidente
Após a colisão, a caminhonete descontrolada girou na pista, derrubou uma árvore e invadiu o estacionamento de uma clínica médica localizada na Rua Maracaju. Pedaços da motocicleta ficaram espalhados pela via, evidenciando a brutalidade do choque. O cenário deixado pelo acidente era de destruição, com peças da moto e destroços da caminhonete por toda parte.
O militar Victor Vicentin Rocha e o passageiro da caminhonete sofreram escoriações leves e foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino. Após receber alta médica, o soldado foi levado sob escolta da Polícia Militar e, em seguida, encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, onde prestou depoimento.
Na delegacia, Victor Vicentin Rocha foi submetido ao teste do bafômetro. O resultado apontou 0,42 mg/L de álcool por litro de ar expelido, um índice consideravelmente acima do limite estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para caracterizar crime de trânsito. Este dado reforça a tese de que o álcool foi um fator determinante para a ocorrência do acidente.
Registro e Investigação do Caso
O caso foi registrado oficialmente como homicídio simples, lesão corporal dolosa e fuga do local do acidente com o objetivo de evitar responsabilidade penal ou civil. Esses enquadramentos legais indicam a seriedade das acusações contra o militar. As autoridades buscam agora esclarecer todos os detalhes e garantir a devida punição, conforme a lei.
O Comando Militar do Oeste (CMO) emitiu uma nota oficial sobre o caso, informando que o soldado Victor Vicentin Rocha está afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde. Segundo o CMO, após receber alta hospitalar, o militar será encaminhado para um presídio militar, onde permanecerá à disposição da Justiça. O comunicado lamenta profundamente os fatos e reafirma que o Exército Brasileiro não compactua com condutas que violem princípios éticos e legais.
O CMO também declarou que a Instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os desdobramentos do caso, dentro de suas atribuições legais. A nota busca demonstrar o compromisso do Exército com a justiça e a transparência no processo. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a defesa do militar ainda não havia sido localizada para comentar o caso até a última atualização desta reportagem, o que é comum em situações de alta repercussão.
Este lamentável episódio, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, serve como um doloroso lembrete sobre os perigos da combinação de álcool e direção. A perda de Miriam Rosa Matos é uma tragédia que poderia ter sido evitada se as leis de trânsito tivessem sido respeitadas. A investigação continua, e a comunidade aguarda por justiça.
O caso, que está sendo acompanhado de perto pelo Campo Grande NEWS, destaca a importância da fiscalização e da conscientização sobre os riscos do álcool ao volante. As autoridades reforçam o apelo para que todos os motoristas dirijam com responsabilidade, preservando suas vidas e as de terceiros. A segurança no trânsito é um dever de todos.

