Messias aceita derrota no Senado: “O plenário falou”

Em sua primeira manifestação após ter o nome rejeitado para o Supremo Tribunal Federal (STF), o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, declarou aceitar o resultado, afirmando que “o Senado é soberano”. A indicação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não obteve os votos necessários em plenário, marcando um momento histórico com a primeira reprovação de um nome para a Suprema Corte em mais de 130 anos.

Jorge Messias: “Aceito o resultado, o Senado é soberano”

Jorge Messias expressou que se submeteu à sabatina no Senado com “coração aberto, alma leve, espírito franco”, garantindo ter falado a verdade sobre seus pensamentos e sentimentos. “A vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar, o Senado é soberano, o plenário do Senado é soberano. O plenário falou”, disse Messias a jornalistas, agradecendo os votos recebidos e ressaltando que “faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder”.

A indicação de Messias foi derrotada por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, o nome precisava de ao menos 41 votos dos 81 senadores. Com a rejeição, a indicação foi arquivada. O Advogado-Geral da União, que é evangélico e contava com apoio de segmentos religiosos, também comentou sobre a sua trajetória.

“Não é simples alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação. Mas eu quero dizer algo muito importante, eu aprendi que a minha está nas mãos de Deus, e Deus sabe de todas as coisas. Deus tem um plano para a nossa vida, para a vida de cada um de nós. Lutei o bom combate, como todo cristão e preciso aceitar o plano de Deus na minha vida”, prosseguiu.

Cinco meses de indicação e processo de sabatina

A indicação de Jorge Messias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorreu há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com o nome (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi escolhido para preencher a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada e deixou o tribunal em outubro de 2025. Conforme o Campo Grande NEWS checou, este foi um longo período de espera para a análise no Congresso Nacional.

Messias afirmou ainda que passou por um processo de “desconstrução” de sua imagem nos últimos cinco meses, defendendo que possui “vida limpa”. Ele reiterou seus agradecimentos ao presidente Lula pela oportunidade e honra de ter participado do processo. “Eu não encaro isso aqui como um fim, isso aqui é uma etapa do processo da minha vida”, acrescentou.

Trajetória e futuro de Jorge Messias

Jorge Messias, que é servidor público de carreira, ressaltou que não necessita de um cargo público para dar continuidade à sua trajetória profissional. A sua nomeação para o STF visava representar uma nova composição na Corte, com um perfil técnico e alinhado às prioridades do governo atual. No entanto, a rejeição inesperada no Senado demonstra as complexidades da articulação política e a soberania do poder legislativo.

Apesar da derrota, Messias demonstrou resiliência e fé, indicando que a experiência, embora difícil, faz parte do seu percurso de vida e profissional. A decisão do Senado, conforme o Campo Grande NEWS apurou, reflete uma série de fatores e debates que permearam a sabatina do indicado, culminando na votação desfavorável. A notícia repercutiu nos meios jurídicos e políticos, destacando a importância da aprovação do Senado para a composição do STF.

A atuação de Jorge Messias como Advogado-Geral da União foi marcada por sua defesa das políticas públicas e do Estado brasileiro. Sua indicação ao STF gerou expectativas e debates sobre a futura composição da Corte e o papel do Supremo na interpretação da Constituição. A rejeição, como observado pelo Campo Grande NEWS, abre um novo capítulo na escolha de ministros para o STF, evidenciando a necessidade de diálogo e negociação entre os poderes Executivo e Legislativo.