A esperança renasceu para Helloysa da Silva Martins, uma menina de 8 anos moradora de Douradina (MS), que em 9 de janeiro deste ano teve seu destino transformado com um transplante de rim. A notícia, recebida com um misto de susto e alegria pela mãe, Rosângela da Silva Martins, marca o fim de uma árdua rotina e o início de uma nova vida para a pequena paciente. A agilidade no processo, com um órgão compatível surgindo em apenas dois meses na fila nacional de transplantes, é um testemunho da solidariedade humana e da eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS).
Antes da cirurgia, Helloysa enfrentava uma jornada exaustiva, viajando 400 quilômetros três vezes por semana até Campo Grande para sessões de hemodiálise. Cada viagem era um desafio, intensificado por um acidente na rodovia que exigiu escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que a menina pudesse chegar a tempo para o procedimento em Belo Horizonte (MG). Conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS, a menina, acompanhada desde os 3 anos por hipertensão arterial grave e posteriormente por doença renal crônica em estágio avançado, demonstrava uma força admirável, mantendo o sorriso mesmo diante das dificuldades.
Um milagre em tempo recorde
A espera por um rim compatível, que para muitos pode se estender por anos, foi surpreendentemente curta para Helloysa. Ela entrou oficialmente na fila nacional de transplantes em novembro de 2025 e, em cerca de dois meses, um doador compatível foi encontrado. Essa rapidez é um alívio imensurável para a família e para a equipe médica que acompanha a menina, como aponta o Campo Grande NEWS em suas apurações. A mãe, Rosângela, relata a emoção do momento em que recebeu a ligação: “Quando ligaram de madrugada dizendo que tinha surgido um rim compatível, foi um susto e uma alegria ao mesmo tempo. Graças a Deus deu tudo certo.”
Rotina exaustiva e a força de Helloysa
A vida de Helloysa era marcada por uma rotina intensa e desgastante. As viagens de 800 km (ida e volta) três vezes por semana para hemodiálise em Campo Grande consumiam tempo e energia. Cada sessão de hemodiálise, que dura horas, frequentemente causava desconforto. Apesar disso, a equipe do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, destacava a resiliência da menina, que mantinha o bom humor. O Campo Grande NEWS checou que a criança é acompanhada no hospital desde os 3 anos de idade, inicialmente diagnosticada com hipertensão arterial grave e, posteriormente, com doença renal crônica no estágio cinco, necessitando de hemodiálise desde julho de 2025.
O caminho até Belo Horizonte e a nova vida
A notícia da compatibilidade chegou na madrugada de 8 de janeiro, impulsionando a família a viajar rapidamente para Belo Horizonte, onde o transplante seria realizado. Todo o procedimento e tratamento foram custeados pelo SUS, um pilar fundamental no acesso à saúde para milhares de brasileiros. A jornada para Minas Gerais não foi isenta de percalços, incluindo um acidente na rodovia que exigiu escolta da PRF para garantir que Helloysa chegasse a tempo. A urgência se justifica pela necessidade de preservar a viabilidade do órgão doado.
Sonhos e o futuro pós-transplante
Após a bem-sucedida cirurgia, Helloysa permanecerá em Belo Horizonte para acompanhamento médico nos próximos meses. A expectativa é que, após a liberação da equipe transplantadora, o monitoramento seja alternado entre a capital mineira e Campo Grande. A recuperação está progredindo bem, com a menina já comendo, andando e produzindo urina. O maior sonho de Helloysa agora é poder realizar um simples desejo que era impossível durante o tratamento de hemodiálise: tomar seu primeiro banho de piscina. Essa nova fase representa não apenas a cura, mas a reconquista de uma infância plena e a possibilidade de realizar sonhos antes inimagináveis.

