Uma menina de 11 anos, estudante do 4º ano em Campo Grande, encontra-se em uma situação de desamparo educacional e de saúde. Ela está sem frequentar as aulas devido a um impasse entre a escola municipal e a rede de saúde mental. A mãe, de 34 anos, relata a dificuldade em lidar com o caso, que afeta o desenvolvimento da filha e sua própria rotina.
Escola e Saúde em Conflito pela Educação da Aluna
A criança, que apresenta comportamentos impulsivos como correr pela escola e tentar pular o portão, foi afastada pela unidade de ensino. A escola solicitou que a aluna não fosse mais levada às aulas até a realização de uma nova reunião. No entanto, a estudante é acompanhada pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial) infantojuvenil e pelo Cotolengo, com tratamento psiquiátrico e psicológico em andamento. A equipe médica emitiu um atestado recomendando a **frequência escolar como essencial para o desenvolvimento social e emocional** da menina, inclusive destacando a sobrecarga da mãe e a necessidade de apoio institucional.
Recomendação Médica Ignorada pela Escola
Apesar da clara orientação médica em atestado emitido no último dia 27, que afirma não haver contraindicação para a frequência escolar, a unidade de ensino insiste em manter a aluna afastada. “O médico fala que ela precisa ir para a escola. A escola fala que ela tem que ficar em casa. Fica um jogando para o outro”, desabafa a mãe, que se sente em um ciclo vicioso de incertezas e falta de solução.
Pedido de Professor Auxiliar Negado pela Prefeitura
A mãe também buscou apoio adicional solicitando um professor auxiliar para a filha, mas o pedido foi negado pela Prefeitura. A justificativa apresentada foi de que o diagnóstico da criança não atende aos critérios exigidos para a concessão do profissional. Essa negativa agrava a situação, deixando a família sem o suporte necessário para a inclusão escolar da menina. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a falta de um profissional de apoio dificulta a adaptação da aluna ao ambiente escolar.
Impacto na Rotina Familiar e Suspeita de TOD
A ausência escolar já se tornou recorrente. No ano passado, a menina ficou afastada por meses, retornou neste ano, mas acabou sendo afastada novamente após conflitos. A mãe relata que a situação a impede de trabalhar, pois precisa dedicar tempo integral aos cuidados da filha. A preocupação é tanta que ela chegou a instalar grades em casa para evitar fugas. A menina também foi encaminhada para avaliação neuropsicológica, com suspeita de **Transtorno Opositor Desafiador (TOD)**, o que pode explicar parte de seus comportamentos.
O caso expõe a complexidade da **intersecção entre educação e saúde mental infantil**, e a necessidade de uma comunicação eficaz e de ações coordenadas entre as instituições para garantir o direito à educação e o bem-estar das crianças. O Campo Grande NEWS continua acompanhando o caso e buscou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecimentos, mas até o momento não obteve retorno. A reportagem, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, ressalta a importância de soluções rápidas para que a aluna retome seus estudos e receba o suporte adequado.

