Marcelo Tas se encanta com cheiro de terra molhada em Campo Grande e fala sobre IA

O renomado jornalista e apresentador Marcelo Tas se encantou com a simplicidade e a beleza de Campo Grande durante sua recente visita para a abertura da Semana S 2026. O que mais marcou sua passagem pela capital sul-mato-grossense, após uma chuva que refrescou a cidade, foi o inconfundível e acolhedor cheiro de terra molhada.

A experiência sensorial, descrita como espetacular pelo apresentador, despertou memórias afetivas e reforçou seu apreço pela diversidade brasileira, elogiando as áreas verdes e o cuidado urbano observado na cidade. Marcelo Tas participou do evento no Senac Hub Academy, onde ministrou uma palestra sobre comunicação na era digital, abordando os impactos da inteligência artificial e os desafios do jornalismo contemporâneo. Ele enfatizou a necessidade de consciência humana e discernimento em meio ao avanço tecnológico, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.

Inteligência Artificial exige consciência humana

Em sua palestra, Marcelo Tas provocou reflexões sobre o cenário atual da comunicação, intensificado pelas rápidas transformações tecnológicas e, principalmente, pelo avanço da inteligência artificial (IA). Ele ressaltou que, na era da IA, é fundamental priorizar a **inteligência do corpo (IC)**, antes de se focar apenas na tecnologia.

“Na era da IA, que é onde a nossa tendência é falar tanto de tecnologia, antes de tudo nós temos que entender que tem a inteligência artificial, para ela funcionar você precisa da IC, que é a inteligência do corpo”, explicou Tas, destacando a necessidade de um equilíbrio entre o humano e o artificial.

O fim da pressa no jornalismo

Marcelo Tas também abordou os desafios enfrentados pelo jornalismo na atualidade, marcado pelo excesso de informação e pela busca incessante por velocidade nas redes sociais e plataformas digitais. Para ele, a lógica da “pressa” já não atende às demandas do público.

“Não adianta você trabalhar com pressa. A pressa acabou. A pressa não resolve o problema mais, porque o seu público já tem acesso às notícias o tempo inteiro”, afirmou o apresentador. Ele defende que o principal valor do jornalismo contemporâneo reside na capacidade de **contextualizar, organizar e explicar os acontecimentos**, em vez de apenas ser o primeiro a noticiar.

Tas diferenciou pressa de agilidade, argumentando que os jornalistas precisam desenvolver percepção crítica e equilíbrio para não aumentar a ansiedade coletiva nem comprometer a qualidade da informação. “Se você faz isso com pressa, você pode estar ajudando a piorar a qualidade das notícias. Agora, se você faz isso com agilidade, que é diferente de pressa, se você tem agilidade para perceber o que é relevante, ouvir, conversar com seus colegas e preparar esse pacotinho para jogar nesse oceano gigantesco, você está contribuindo muito mais”, concluiu.

Sistema S: uma parceria de décadas

O apresentador demonstrou uma relação histórica e afetiva com o Sistema S, destacando a importância de instituições como o Sesc e o Senac em sua trajetória profissional. Ele relembrou projetos marcantes, como o infantil Rá-Tim-Bum e o Telecurso, que só foram possíveis graças ao apoio dessas entidades.

“O Sistema S está na minha vida profissional há muitas décadas. É difícil mensurar, porque o Rá-Tim-Bum só existiu por causa do Sistema S. O Telecurso, sabe? O que eu faço hoje na educação corporativa, com o Sesc, Senac, como está acontecendo aqui em Campo Grande. Então, assim, é uma alegria poder estar aqui, poder colaborar”, declarou Tas, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

A Semana S é um evento que ocorre simultaneamente em diversos estados brasileiros, oferecendo ações gratuitas de formação profissional, negócios e integração entre a sociedade e as instituições do Sistema Fecomércio-MS. Em Mato Grosso do Sul, o evento reuniu representantes do comércio, empresários, estudantes e profissionais interessados em discutir transformação digital, mercado de trabalho e inovação, como detalhado pelo Campo Grande NEWS.

A passagem de Marcelo Tas por Campo Grande, além da palestra inspiradora, foi marcada por esse encontro especial com a cidade, onde o cheiro da terra molhada se tornou um símbolo de sua conexão afetiva com o local. A experiência reforça a beleza das coisas simples e a importância de valorizar o ambiente e a cultura brasileira, um tema que o jornalista sempre aborda com paixão. A visita contribui para o debate sobre inovação e o futuro da comunicação no país.