Mãe relata terror: amarrada enquanto filha recém-nascida era levada em Campo Grande

A mãe de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de apenas 28 dias, narrou com detalhes a terrível emboscada que culminou no desaparecimento de sua filha em Campo Grande. A adolescente de 17 anos relatou ter sido atraída para uma casa sob o pretexto de receber R$ 100 para cuidar de outro bebê, mas acabou rendida e amarrada enquanto sua recém-nascida era levada. A polícia civil investiga o caso há mais de 46 horas, e a menina Ayla foi incluída no Alerta Amber Brasil.

Bebê desaparece após mãe ser rendida em Campo Grande

Mais de 46 horas se passaram desde o último momento em que a família viu a pequena Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias. A mãe, uma adolescente de 17 anos, relatou ter sido vítima de uma emboscada que resultou no desaparecimento de sua filha na tarde de quinta-feira (6), em Campo Grande. A ocorrência foi registrada na sexta-feira (7), e desde então, a busca pela bebê mobiliza as autoridades e causa desespero na família.

Segundo o relato da jovem, divulgado pelo Campo Grande NEWS, o contato com a suspeita de ter orquestrado o sequestro iniciou-se através de uma amiga de sua irmã. A mulher, que participava de um grupo de doação de roupas infantis, chegou a presentear Ayla com algumas peças. O contato se intensificou por mensagens, e a suspeita chegou a enviar fotos de uma suposta filha de seis meses.

A proposta que levou a mãe e a bebê ao local do crime partiu da mulher, que ofereceu R$ 100 para que a adolescente cuidasse de seu bebê por algumas horas. Apesar das recomendações da mãe e da avó de Ayla para que a jovem não levasse a recém-nascida, ela aceitou o convite e dirigiu-se ao endereço indicado, acompanhada de sua irmã de 12 anos e da pequena Ayla.

A emboscada e o rapto da bebê

Ao chegar ao local, que a adolescente descreveu como uma casa aparentemente normal, nada levantou suspeitas inicialmente. A mulher ofereceu um copo d’água e, em seguida, convidou a jovem para conhecer outra construção nos fundos do imóvel. Foi nesse momento que a situação mudou drasticamente.

Conforme o relato, ao entrar no local indicado, a adolescente deparou-se com um homem escondido atrás da porta. O indivíduo teria tentado fazê-la perder a consciência e, em seguida, a imobilizou. A jovem afirma ter sido amarrada e mantida em um banheiro, enquanto sua irmã de 12 anos também teria sido rendida e levada para um quarto. Ayla permaneceu inicialmente com a irmã mais nova.

Ao recuperar a consciência, a mãe percebeu que o objetivo era levar sua filha. Ela relata ter questionado a mulher, que teria respondido que queria ficar com a recém-nascida. A adolescente também mencionou que os envolvidos teriam tentado dopá-la com algo que ela identificou como álcool. Ameaças à sua vida teriam ocorrido somente após ela se tornar refém no imóvel.

Investigação em andamento e apelo da família

O relato detalhado da mãe é uma das versões sendo apuradas pela Polícia Civil, que busca reconstruir a dinâmica exata do desaparecimento de Ayla. Inicialmente, as adolescentes informaram ter sido mantidas contra a vontade em um imóvel e, posteriormente, deixadas sem a criança. Buscas foram realizadas com base nas informações fornecidas, mas o endereço exato onde teriam permanecido não foi localizado de imediato.

Ao longo de sexta-feira, familiares prestaram depoimentos na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). O Campo Grande NEWS apurou que diferentes informações surgiram durante a apuração, mas a polícia ainda não divulgou uma reconstituição completa dos fatos. Ayla Emanuelly foi incluída no Alerta Amber Brasil, um sistema de divulgação rápida para casos de alto risco.

Já se passaram quase dois dias desde que a família viu Ayla pela última vez. Apesar das buscas intensas e dos depoimentos colhidos, a bebê ainda não foi encontrada. Antes de ser orientada a não conceder mais entrevistas, a mãe expressou sua angústia e esperança: “Eu só quero que a minha filha apareça, porque nós estamos muito desesperados, atrás dela. Espero que encontremos ela.”

A adolescente também demonstrou acreditar no reencontro: “Eu sinto que ela está perto, que eu vou encontrar ela. Eu sinto isso”, disse ela, conforme registrado pelo Campo Grande NEWS. A família segue em vigília, aguardando notícias sobre o paradeiro da pequena Ayla Emanuelly.