Mãe e filho vítimas de ataque a tiros: “Só estavam indo para casa”

A família da mulher baleada durante o ataque que resultou na morte de seu filho de 2 anos, ocorrido na madrugada de domingo (17) no Jardim Noroeste, em Campo Grande, alega que a vítima e seus filhos **não participavam da confusão** que antecedeu o crime. Segundo relatos, eles apenas passavam pelo local a caminho de casa quando os disparos começaram, transformando uma volta rotineira em um cenário de horror.

O crime chocou a comunidade local, deixando um bebê de apenas 2 anos morto e um adolescente de 16 anos em estado grave, com um projétil alojado na cabeça. A mãe, de 41 anos, também foi atingida. A Polícia Civil agiu rapidamente, prendendo quatro suspeitos em flagrante por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa, apontando uma briga em uma conveniência como o estopim da violência.

Família nega envolvimento em confusão

Em uma mensagem enviada à reportagem, a irmã da vítima relatou que a mulher estava em uma praça com seus filhos e se dirigia para casa no momento do atentado. “Eles estavam na praça com as crianças e, quando estavam seguindo para casa, pararam para comprar algo. Logo em seguida aconteceu tudo”, explicou a familiar. A versão da família contradiz a ideia de que a mulher estaria envolvida na briga que teria motivado os disparos.

A mulher, dona de casa e mãe de três filhos, agora enfrenta o luto pela perda do filho mais novo e a angústia pela recuperação do filho adolescente, que segue internado em estado crítico. O ataque, que ocorreu por volta de 0h30 na Rua Indianápolis, expõe a fragilidade da segurança na região e a brutalidade com que a violência pode atingir inocentes.

Dinâmica do crime revelada pela polícia

Segundo a investigação da Polícia Civil, a sequência de eventos começou com uma discussão dentro da conveniência Prime 2. A confusão teria envolvido Mayke Joulson dos Anjos Campos e Thayanne de Souza Lima com frequentadores do local. Após o desentendimento, o casal deixou o estabelecimento em uma Fiat Toro vermelha.

Pouco tempo depois, conforme o auto de prisão em flagrante, Adriel Dias dos Santos e Gislaine Maria de Souza teriam monitorado o local em um veículo idêntico. Em seguida, Mayke e Thayanne retornaram em uma motocicleta Honda Bros vermelha. Mayke, na garupa, iniciou os disparos contra as pessoas que estavam na frente da conveniência, atingindo fatalmente o bebê de 2 anos, o adolescente de 16 anos e a mãe.

Suspeitos confessam participação e apoio logístico

A Polícia Civil informou que Thayanne confessou ter participado do crime e admitiu saber que Mayke retornaria para buscar vingança. Ela também confirmou ter pilotado a motocicleta usada no ataque. A investigação aponta que Adriel e Gislaine ofereceram apoio logístico crucial para a execução e fuga do grupo, inclusive escondendo a motocicleta em sua residência. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a arma utilizada no crime, uma pistola Taurus PT 140 Pro calibre .40, foi encontrada na casa da sogra de Mayke, onde ele foi localizado escondido.

Prisões e pedido de preventiva

Os quatro suspeitos foram detidos em flagrante e enfrentam acusações de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa. A Polícia Civil já solicitou a conversão das prisões em preventivas e autorização para analisar os celulares apreendidos, buscando novas evidências para aprofundar a investigação. A comunidade aguarda por justiça e por medidas que garantam a segurança no Jardim Noroeste, como aponta o Campo Grande NEWS em suas reportagens sobre a região. A tragédia em Campo Grande, que vitimou uma criança e feriu gravemente outras pessoas, reforça a necessidade de ações efetivas de segurança pública, um tema frequentemente abordado pelo Campo Grande NEWS, um portal de notícias com vasta experiência em cobrir os acontecimentos locais.