Uma mulher de 53 anos foi detida em flagrante na manhã deste sábado (16) ao tentar ingressar com cocaína escondida em um chinelo no Instituto Penal de Campo Grande. A acusada é mãe de um detento da unidade prisional. A descoberta ocorreu durante a revista de visitantes, que utilizou um equipamento de escaneamento corporal.
A ação policial resultou na apreensão de aproximadamente 118 gramas da substância ilícita, localizada no interior de um dos chinelos que a mulher usava. Além disso, outros 634 gramas de cocaína foram encontrados em seus pertences pessoais. A droga estava acondicionada em um saco plástico transparente, misturada a um produto semelhante a sabão em pó, em uma tentativa de dissimular sua presença. A mulher foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.
Detenção durante revista com Body Scan
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais penais estavam realizando o procedimento de revista de visitantes no Instituto Penal de Campo Grande por volta das 10h30. O uso do equipamento body scan, que permite a visualização de objetos ocultos no corpo ou em pertences, foi crucial para a identificação da suspeita. Ao inspecionar a mulher, o equipamento sinalizou uma anormalidade, levando os agentes a uma revista mais detalhada.
Durante a verificação minuciosa, os servidores encontraram a significativa quantidade de cocaína escondida dentro de um dos chinelos da visitante. Essa modalidade de ocultação é comum em tentativas de introdução de drogas em presídios, mas a tecnologia de escaneamento tem se mostrado eficaz na sua detecção. A rapidez e eficiência da revista foram essenciais para impedir que a droga chegasse ao detento.
Mais droga encontrada nos pertences da suspeita
A revista não parou com a descoberta no chinelo. Prosseguindo com a inspeção nos pertences da mulher, os policiais localizaram um segundo volume da mesma substância. Eram mais 634 gramas de cocaína, cuidadosamente embaladas em um saco plástico transparente. A presença de um produto similar a sabão em pó junto à droga sugere uma tentativa de disfarçar o odor e a textura da cocaína, dificultando sua identificação por cães farejadores, caso fossem utilizados.
A substância entorpecente, os chinelos que serviram como meio de transporte e um aparelho celular pertencente à suspeita foram apreendidos. Todos os materiais foram encaminhados à delegacia especializada para os procedimentos legais cabíveis. A mulher, que não teve sua identidade revelada além da idade, foi formalmente autuada pelo crime de tráfico de drogas, conforme o Código Penal Brasileiro. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a pena para esse crime pode variar de 5 a 15 anos de reclusão.
Mãe de detento cumpria pena na unidade
A mulher presa tem 53 anos e, segundo informações da polícia, é mãe de Eduardo Luiz Ferreira Zanardo, um detento de 33 anos que cumpre pena na mesma unidade prisional, o Instituto Penal de Campo Grande. A ligação familiar demonstra a complexidade das redes que tentam burlar a segurança do sistema penitenciário, muitas vezes utilizando parentes próximos para o transporte de ilícitos. A investigação agora buscará determinar se há outros envolvidos na tentativa de introdução da droga.
O Instituto Penal de Campo Grande, como outras unidades prisionais, intensifica as revistas e utiliza tecnologias para coibir a entrada de materiais proibidos. A prisão da mãe do detento reforça a importância dessas medidas e a vigilância constante dos policiais penais. A notícia, amplamente divulgada pelo Campo Grande NEWS, destaca a persistência dos desafios na segurança carcerária e o trabalho das autoridades para combatê-los. A reportagem do Campo Grande NEWS detalha que a droga apreendida seria suficiente para comercialização em diversas porções dentro da unidade.

