Maduro Capturado nos EUA: Ministro Venezuelano Acusa Ataque de ‘Morte a Sangue Frio’ contra Segurança

Ministro da Defesa da Venezuela denuncia “morte a sangue frio” de equipe de segurança de Maduro após captura nos EUA

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, fez uma declaração contundente neste domingo, afirmando que parte significativa da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi assassinada “a sangue frio” durante a operação que resultou na captura do líder venezuelano nos Estados Unidos. A acusação aponta diretamente para a intervenção militar americana no país.

Em um vídeo divulgado à imprensa, Padrino, acompanhado por membros das Forças Armadas venezuelanas, leu um comunicado oficial onde rejeitou veementemente a ação dos Estados Unidos. Ele exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro, que se encontra detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo.

A declaração do ministro da Defesa marca um novo capítulo na tensa relação entre Venezuela e Estados Unidos, intensificando o conflito diplomático e militar. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos desta crise, que pode ter profundas implicações geopolíticas na América Latina. Conforme informação divulgada pelo ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, a equipe de segurança de Maduro foi alvo de violência extrema.

Entenda o Contexto da Captura de Maduro

No último sábado, explosões foram registradas na capital venezuelana, Caracas, em meio a um ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos. Durante a ofensiva, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite americanas e subsequentemente levados para Nova York. Este evento representa um novo episódio de intervenções diretas dos EUA na região.

Histórico de Intervenções Americanas na América Latina

A última vez que os Estados Unidos realizaram uma invasão militar em um país latino-americano foi em 1989, no Panamá. Na ocasião, o então presidente Manuel Noriega foi sequestrado sob acusações de narcotráfico. Agora, os EUA repetem uma tática semelhante ao acusar Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado “De Los Soles”, embora especialistas em tráfico internacional de drogas questionem a existência de tal organização e o governo de Donald Trump oferecesse uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Críticas à Ação Americana e Interesses Geopolíticos

Críticos da ação americana apontam que a captura de Maduro pode ser uma manobra geopolítica para afastar a Venezuela de parceiros estratégicos como China e Rússia. Além disso, há a suspeita de que os EUA buscam exercer maior controle sobre o petróleo venezuelano, cujas reservas comprovadas são as maiores do planeta. A acusação de narcoterrorismo contra Maduro, sem apresentação de provas concretas, levanta questionamentos sobre os reais motivos por trás dessa intervenção militar.

Repercussão e Exigências Venezuelanas

O governo venezuelano, através de seu ministro da Defesa, rechaça as acusações e classifica a captura de Maduro como um ato de agressão. A exigência pela libertação imediata do presidente é o foco principal das autoridades venezuelanas neste momento. A situação continua tensa, com o futuro político da Venezuela em jogo.