Luz Apagada no Rio: Leme e Copacabana Sofrem Mais de 48h Sem Energia

Apagão de Mais de 48 Horas em Leme e Copacabana Leva Procon e Defensoria a Acionar a Light

Moradores do Leme e de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, enfrentam uma situação crítica após mais de 48 horas sem fornecimento de energia elétrica. A interrupção prolongada gerou protestos e a intervenção de órgãos de defesa do consumidor.

O Procon Carioca notificou a concessionária Light, exigindo esclarecimentos detalhados e um plano de ação para restabelecer o serviço e compensar os consumidores prejudicados. A falta de energia, que começou no sábado (3), impactou severamente a rotina e o comércio local.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) também agiu, ajuizando uma Ação Civil Pública para garantir o imediato retorno da energia. A situação, conforme informações divulgadas pelos órgãos de defesa do consumidor, configura falha grave e reiterada na prestação de um serviço essencial.

Protestos e Exigências do Procon Carioca

A falta de energia elétrica levou os moradores a realizarem um “panelaço” na noite de domingo (4), expressando o descontentamento com a situação. O Procon Carioca deu um prazo de 24 horas para a Light apresentar explicações e um plano de ação, sob pena de multa. Entre as medidas exigidas estão o ressarcimento por perdas de alimentos, danos a eletrodomésticos e abatimento proporcional nas contas de energia.

O órgão enfatizou que a energia elétrica é um serviço indispensável e que sua interrupção prolongada gera impactos severos, como perda de alimentos perecíveis, queima de aparelhos, dificuldades de comunicação e prejuízos financeiros ao comércio. O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires, declarou que o Procon atuará com rigor para garantir os direitos dos consumidores.

Defensoria Pública Entra com Ação Judicial

A Defensoria Pública do Rio (DPRJ) iniciou o acompanhamento do caso no domingo (4), após receber denúncias de moradores. Inicialmente, a Light informou que o serviço seria restabelecido até o meio-dia de domingo, o que não ocorreu. Diante do descumprimento dos prazos e da falta de transparência, a DPRJ ajuizou uma Ação Civil Pública para exigir o restabelecimento imediato do serviço.

A ação busca assegurar o direito da população ao fornecimento regular de energia elétrica e prevenir que situações semelhantes voltem a ocorrer. A Defensoria também cobrou da Light explicações e providências urgentes, incluindo a instalação de geradores nas áreas afetadas, caso o restabelecimento não fosse possível.

Prejuízos para Moradores e Comerciantes

Os impactos da falta de energia elétrica são graves para os moradores e comerciantes de Leme e Copacabana. Shelley de Botton, proprietária de uma padaria, relatou perdas significativas com o fechamento do estabelecimento e a impossibilidade de atender clientes e produzir mercadorias. “São três dias sem faturamento”, afirmou.

A síndica Clarice Peixoto, do Edifício Copal, mencionou a insegurança gerada pela falta de energia nos portões de entrada e a impossibilidade de uso dos elevadores, limitando a locomoção de muitos moradores. A situação também afetou o abastecimento de água em algumas comunidades, embora a concessionária Águas do Rio tenha informado a normalização do serviço e a instalação de geradores temporários.

Falta de Transparência e Questões de Segurança

O Procon Carioca destacou a falta de transparência da Light em relação às causas do apagão. Além disso, a Polícia Militar informou não ter sido acionada para ocorrências de furto de cabos na região, levantando questionamentos sobre a gestão da segurança da infraestrutura elétrica e a comunicação da empresa com os órgãos públicos.

A Agência Brasil buscou contato com a concessionária Light para obter um posicionamento sobre os motivos da interrupção e o prazo para a normalização do serviço. Até o momento, o retorno da empresa não foi divulgado.