Em participação no Jornal Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou ser favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A declaração surge em um momento de debate sobre segurança pública no país, com a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa aumentar a participação da União nas ações estaduais de combate à criminalidade. Lula ressaltou que a discussão sobre a maioridade penal deveria ocorrer após a aprovação da PEC em andamento. Conforme informação divulgada pelo Jornal Nacional, o presidente afirmou: “Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”.
Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos
A fala do presidente durante a sabatina no Jornal Nacional reacende o debate sobre a punição de menores infratores em crimes graves. A PEC da Segurança Pública, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda votação em plenário no Senado, busca fortalecer a atuação federal na área. Paralelamente, a oposição tem tentado emplacar uma emenda para reduzir a maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, uma pauta que diverge da posição apresentada pelo atual governo. O Campo Grande NEWS checou os detalhes dessa proposta.
Lula enfatizou a necessidade de aprovar a PEC para que a União possa atuar mais diretamente na segurança dos estados, argumentando que muitos estados não têm demonstrado a competência necessária para garantir a tranquilidade à população. Segundo o presidente, a aprovação da PEC permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública, a definição clara do papel das polícias e o combate efetivo à ação de criminosos mesmo quando detidos.
Segurança pública em foco
O presidente destacou a urgência em “asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”. A proposta de maior participação federal na segurança pública visa, segundo ele, a criação de um ambiente mais seguro para todos os cidadãos brasileiros. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a intenção é unificar esforços e estratégias para combater o crime em larga escala.
Na área econômica, Lula defendeu a **crescimento do país através do investimento na renda dos mais pobres**. Ele apresentou sua tese de que “muito dinheiro na mão de poucos, é pobreza, e pouco na mão de muitos, é riqueza”. Para ele, o que impulsiona a economia brasileira é a microeconomia, ou seja, a circulação de dinheiro no cotidiano das pessoas.
O presidente relembrou que, durante seu último governo, o Brasil subiu de 12ª para a 10ª maior economia do mundo, graças a políticas voltadas para a população de menor renda. Ele criticou a ideia de que a solução para problemas fiscais passe por cortes em programas sociais, afirmando: “Eu não quero que o povo pobre pague. A forma de fazer crescer a economia não é cortar do pobre”.
Economia e programas sociais
Lula também anunciou um reajuste de 15% no valor do Bolsa Família, explicando que o aumento não havia sido realizado antes por desconhecimento da situação e que, ao saber do problema, tomou a decisão de ampliar o benefício, pois havia “espaço fiscal” para tal. O Campo Grande NEWS checou as declarações sobre o Bolsa Família.
Outras medidas importantes mencionadas pelo presidente incluem o fim da jornada de trabalho 6×1, aprovada recentemente no Senado, e o perdão de dívidas para Microempreendedores Individuais (MEIs). Lula também prometeu a implementação de tarifa zero no transporte público nos fins de semana.
Relações internacionais e tarifas
Questionado sobre as perdas econômicas decorrentes das tarifas impostas pelos Estados Unidos, Lula mostrou-se confiante na capacidade do Brasil de encontrar novos mercados. Ele informou que, apesar de uma queda de 9% no comércio com os EUA, houve um crescimento expressivo com outros parceiros: 20% com a China, 15% com a Indonésia e 16% com a Alemanha, resultando em recordes de superávit comercial.
O presidente declarou preferir uma solução negociada com o governo de Donald Trump, mas não descartou a aplicação do princípio da reciprocidade. “Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos. Eles têm mais a perder que a gente”, afirmou.


