Um terreno na esquina das ruas Sírio Macuco e Tenente Lira, no bairro Seminário, em Campo Grande, virou um foco de problemas para os moradores. O local acumula lixo e mato alto, transformando-se em um “lixão a céu aberto”, segundo relatos. A situação preocupa pela sujeira, risco de incêndios, contaminação e até mesmo impede atividades rotineiras, como passear com animais de estimação. Conforme informações apuradas pelo Campo Grande NEWS, a falta de ação do poder público tem levado alguns residentes a tomar medidas próprias para tentar amenizar o problema.
Moradores relatam transtornos diários com lixo e vegetação alta
A situação no bairro Seminário, em Campo Grande, tem sido motivo de constante insatisfação. O acúmulo de resíduos em um terreno na esquina das ruas Sírio Macuco e Tenente Lira, que se estende para as vias públicas, gerou uma série de reclamações. A comunidade se vê confrontada com a sujeira excessiva, o perigo iminente de incêndios e os riscos de contaminação, além de um impacto visual bastante negativo.
Luciana Saldanha, moradora da rua Tenente Lira, descreve a piora do cenário. Para ela, o local se tornou um “lixão a céu aberto”, afetando até as mais simples rotinas. “Eu não posso mais sair com meu cachorro”, relata, explicando que seu pinscher tenta comer os dejetos encontrados, o que a obriga a evitar a região durante os passeios.
Além do lixo, o mato alto avança sobre as calçadas e chega ao meio-fio, agravando o problema. A preocupação se estende aos moradores dos apartamentos da MRV na área, onde há uma grande concentração de pessoas. A sujeira nas avenidas e ruas adjacentes tem gerado reclamações recorrentes entre os residentes.
Risco de incêndio e doenças assombram moradores
O período de tempo seco aumenta a apreensão dos moradores quanto ao risco de incêndios. Luciana Saldanha relembra que o local já pegou fogo anteriormente e teme que o acúmulo de lixo e a vegetação alta possam ser estopins para novos focos. A suspeita de que a doença de seu filho, com sintomas de virose, possa estar ligada à sujeira do entorno, embora não confirmada por médicos, adiciona uma camada de preocupação com a saúde pública.
A falta de manutenção do local também coincide com outros transtornos. Na quinta-feira (3), a região ficou sem energia elétrica, um evento que, segundo os relatos, adicionou mais um item à lista de problemas enfrentados pelos residentes.
A iniciativa de um morador contra o descaso
Emerson Moraes, outro morador da região, compartilha a insatisfação. Ele destaca que o acúmulo de lixo não afeta apenas a estética do bairro, mas representa um sério risco à saúde. “Você fica ali exposto a contaminações, exposto a riscos de contaminações”, afirma Emerson.
O impacto visual é outro ponto que incomoda. “E sem falar na estética visual, na ambiência, que incomoda, também a meu ver, incomoda tanto quanto. Porque você passa de carro e você vê”, comenta. A situação chega a gerar constrangimento, “Dá até vergonha de chamar um amigo para ir na sua casa e passar naquela rua ali. Deus o livre, entendeu? Muito feio.”, desabafa.
Diante desse quadro, Emerson decidiu agir. Ele adotou uma rotina própria de limpeza em frente à sua casa, na rua Dom Ladislau Pass. “Direto eu cato garrafa quebrada, eu cato tampinha de garrafa, eu varro ali. Uma vez por semana, às vezes até duas vezes”, relata. Ele também recolhe materiais descartados próximo a distribuidoras, combinando com os proprietários para depositar o lixo nos contentores.
Emerson comprou um fardo com 100 sacos de lixo, na esperança de que sua iniciativa “de formiguinha” inspire outros moradores. “A gente se ajudar em vez de só ficar reclamando”, sugere. Ele acredita que a solução passa pela participação de todos, “É lógico, é cada um fazer a sua parte, fazer um pouquinho. E assim a gente dá uma condição melhor para nós mesmos.” Conforme o Campo Grande NEWS checou, a dedicação de Emerson reflete um desejo coletivo por um ambiente mais limpo e seguro.
Mutirão de limpeza e esperança por solução oficial
Um mutirão de limpeza está programado para este sábado (5), às 15h, na região. A ação visa remover parte do lixo e da vegetação acumulada, na tentativa de trazer um alívio temporário.
A situação ocorre em meio a reclamações contínuas sobre a manutenção das ruas e terrenos do bairro. Enquanto aguardam uma resposta efetiva do poder público, parte dos residentes tem recorrido a ações autônomas. O Campo Grande NEWS apurou que a Prefeitura de Campo Grande foi procurada para comentar as reclamações, a situação do terreno e as medidas previstas, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

