Lewandowski: Crimes contra o Estado Democrático de Direito são impassíveis de anistia

Lewandowski afirma que crimes contra a democracia não prescrevem nem podem ser anistiados

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou enfaticamente que crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito são **imprescritíveis e impassíveis de indulto, graça ou anistia**. A declaração foi feita durante um ato oficial no Palácio do Planalto, que relembrou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, perpetrados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lewandowski enfatizou a importância de manter a **vigilância constante** em relação a quaisquer atos que ameacem a estabilidade democrática do país. Ele citou a advertência de Thomas Jefferson, ressaltando que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

A solenidade, que se tornou um marco anual, serve para lembrar a todos da necessidade de permanecerem unidos e atentos na defesa da liberdade, conquistada com muito esforço. A data é um lembrete crucial da resiliência das instituições democráticas brasileiras.

Conforme informação divulgada, o Ministro da Justiça destacou que, embora as instituições tenham conseguido debelar a tentativa de subversão, a memória desses eventos é fundamental para evitar futuras ameaças à democracia.

Alckmin defende punição rigorosa e a força das instituições

O Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, também presente no ato, defendeu que os responsáveis por crimes contra a democracia sejam **punidos com rigor**. Ele questionou o que poderia ter acontecido se aqueles que tentaram um golpe de Estado tivessem vencido as eleições.

Alckmin ressaltou a importância de se ter apreço pela democracia, independentemente das posições políticas. Ele lembrou a frase de Mário Covas, ex-governador de São Paulo, sobre as diferenças entre os homens públicos serem secundárias em relação ao compromisso com os valores democráticos.

Três anos após 8 de janeiro, instituições demonstram pujança

O encontro de três anos após os ataques de 8 de janeiro serviu para evidenciar a **pujança das instituições brasileiras**. Alckmin destacou a reação uníssona do Executivo, Legislativo e Judiciário diante dos ataques.

“As pessoas passam, as instituições ficam”, afirmou Alckmin, sublinhando que **boas instituições são essenciais para o avanço do país**. A união e a força demonstradas pelos Três Poderes foram cruciais para a manutenção da ordem democrática.

Ameaças à democracia exigem vigilância permanente

A fala de Lewandowski reforça a ideia de que a defesa da democracia é um processo contínuo. Crimes contra o Estado Democrático de Direito, especialmente aqueles que envolvem grupos armados, não podem ser tolerados ou esquecidos.

Manter a memória viva dos eventos de 8 de janeiro e de outros ataques à democracia é fundamental para fortalecer a consciência cívica e garantir que os **princípios democráticos sejam sempre respeitados e protegidos** pelas futuras gerações.