Os aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, estão entre os 10 terminais regionais que serão incluídos em um grande leilão de concessão em dezembro. A disputa, marcada para o dia 17 de dezembro de 2026, engloba a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília e promete investimentos significativos. O edital, publicado nesta quarta-feira (9), detalha que o futuro operador assumirá a responsabilidade pela ampliação, manutenção e exploração de todos os aeroportos do pacote, com um montante estimado de R$ 857,8 milhões em investimentos para os terminais regionais. Conforme divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o leilão representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária em diversas regiões do país.
Pacotão de aeroportos em leilão: o que muda para MS
A inclusão dos aeroportos de Bonito (SBDB), Dourados (SBDO) e Três Lagoas (SBTG) no pacote do leilão significa que esses terminais sul-mato-grossenses passarão a integrar a mesma concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. O contrato terá validade até 2037 e prevê cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos na capital federal, incluindo a construção de um novo píer internacional, edifício-garagem e uma nova via de acesso. Para os aeroportos regionais, os investimentos iniciais estimados são de R$ 857,8 milhões. O futuro concessionário ficará encarregado da ampliação, manutenção e exploração desses aeroportos pelo prazo remanescente do contrato, conforme estabelece a minuta do termo aditivo. A expectativa é de que essa integração impulsione a qualidade dos serviços e a infraestrutura local, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Investimentos e prazos para os aeroportos de Mato Grosso do Sul
O Plano de Exploração Aeroportuária (PEA) para os terminais regionais estabelece que a concessionária deverá realizar investimentos para adequar a infraestrutura e garantir a prestação de serviços de qualidade aos usuários. Entre as obrigações estão a adequação da capacidade de processamento de passageiros e bagagens, intervenções no terminal de passageiros, estacionamento, vias de acesso e outros sistemas de apoio. Para Bonito e Dourados, o prazo para a realização dos investimentos, tanto no lado terra quanto no lado ar, é de 36 meses. Já em Três Lagoas, o prazo é de 36 meses para o lado terra e de 60 meses para o lado ar. Esses aeroportos se enquadram na Faixa 3 do plano de infraestrutura, que define parâmetros mínimos de qualidade e infraestrutura.
O que o edital exige dos futuros operadores
O edital prevê investimentos na área de movimento de aeronaves, adequações de pistas, pátios e outras estruturas essenciais para a operação. O plano determina que essas intervenções estejam plenamente operacionais dentro dos prazos estabelecidos. Além disso, o terminal de passageiros deverá atender a áreas mínimas definidas para cada faixa e contar com equipamentos previstos no plano, como saguões, filas de check-in, salas de embarque e desembarque. Contudo, o modelo também prevê uma etapa de Diagnóstico Inicial antes da definição final das obras. A concessionária deverá avaliar as condições dos aeroportos, e após a manifestação final do Poder Público sobre o relatório, iniciar-se-á a fase de transferência operacional e, posteriormente, a fase de investimentos. O Campo Grande NEWS apurou que essa etapa é crucial para garantir que as obras atendam às necessidades reais de cada local.
Detalhes do leilão e a repactuação da concessão
O leilão em dezembro corresponde à repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, firmado originalmente em 2012. A minuta do termo aditivo prevê um procedimento concorrencial para a alienação total das ações da concessionária. As empresas interessadas poderão apresentar pedidos de esclarecimentos sobre o edital até 23 de outubro de 2026, com respostas previstas para 23 de novembro. A entrega dos documentos e propostas ocorrerá entre 9 e 10 de dezembro, com a sessão pública do leilão agendada para 17 de dezembro de 2026. O futuro operador terá uma estrutura de concessão que reúne o principal terminal aéreo de Brasília e unidades em cinco estados, incluindo os três aeroportos de Mato Grosso do Sul. O modelo também prevê fiscalização rigorosa e aplicação de penalidades em caso de descumprimento das obrigações, como atrasos na execução de investimentos ou na adequação da capacidade de passageiros e bagagens, conforme detalhado no edital e verificado pelo Campo Grande NEWS.

