Leão furtado faz tour por Campo Grande e acaba em casa com drogas

A estátua de leão que decorava a fachada de uma lanchonete em Campo Grande, furtada na madrugada de sexta-feira (24), foi encontrada nesta segunda-feira (27) no bairro Aero Rancho. O objeto, mascote do estabelecimento, realizou um verdadeiro “tour” pela cidade antes de ser localizado. O homem que comprou a estátua, um estudante de Psicologia de 29 anos, foi preso em flagrante ao ser encontrado com diversas drogas em seu veículo. A ação policial foi resultado de uma denúncia anônima que culminou na recuperação do leão e na prisão do receptador.

Comprador de leão furtado preso com drogas em Campo Grande

A história do leão furtado de uma lanchonete em Campo Grande tomou um rumo inesperado. A estátua, que era o mascote do estabelecimento e um item de decoração bastante querido, desapareceu na madrugada de sexta-feira. Após dias de busca e uma campanha promovida pela lanchonete, que chegou a oferecer três hambúrgueres grátis por mês durante um ano como recompensa, o objeto foi localizado. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a recuperação foi possível graças a uma denúncia anônima recebida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

O leão foi encontrado em uma casa no bairro Aero Rancho. Segundo o delegado José Roberto de Oliveira Junior, responsável pelas investigações, a estátua foi comprada pelo estudante de Psicologia na Vila Nhanhã. Ele teria adquirido o leão por R$ 200, um valor significativamente menor do que os R$ 500 pedidos inicialmente por três indivíduos ainda não identificados, que ofereceram o objeto a ele. A intenção do comprador era usar a estátua para decorar o jardim de sua casa.

O percurso do leão pela cidade e a descoberta das drogas

No entanto, o leão não foi diretamente para o jardim do comprador. Ele acabou sendo levado para a residência de um amigo, no bairro Aero Rancho, local onde a polícia o encontrou. O dono da casa, que segundo as investigações não tinha conhecimento da origem ilícita do leão, foi ouvido e liberado. Já o comprador, ao ser abordado pela polícia no momento em que chegava à residência, confessou ter adquirido a estátua e que a havia deixado com um amigo para guardar.

Durante a revista no veículo do estudante, os policiais encontraram uma quantidade considerável de entorpecentes. Foram apreendidos 55 comprimidos de ecstasy, MD, maconha e diversos outros tipos de drogas, em quantidades variadas. O estudante foi, então, autuado em flagrante delito por receptação dolosa e tráfico de drogas. Seu advogado, Cleiton Lopes, confirmou que o cliente estava com drogas para consumo pessoal, o que levou à autuação por tráfico.

Investigações continuam para identificar os autores do furto

Apesar da recuperação do leão e da prisão do receptador, as investigações para identificar os autores do furto original ainda estão em andamento. O delegado José Roberto de Oliveira Junior destacou que o furto de uma estátua como essa não é um crime comum e que a polícia continuará os esforços para desvendar quem cometeu o ato. A prisão do receptador é vista como um passo importante para chegar aos responsáveis pelo furto.

A campanha de recuperação promovida pela lanchonete, com a oferta de recompensa, foi considerada fundamental pela polícia para a agilidade na localização do objeto. A repercussão do caso nas redes sociais e o envolvimento da comunidade também contribuíram para a divulgação e, consequentemente, para a denúncia que levou à apreensão. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a recuperação do mascote trouxe alívio para os proprietários da lanchonete, que esperam agora pela resolução completa do caso e a punição dos envolvidos.

O caso ressalta a importância da colaboração da população com as autoridades policiais, através de denúncias anônimas, que podem ser cruciais para a solução de crimes. A polícia reforça que o sigilo é garantido e que qualquer informação pode ser repassada. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a força-tarefa para identificar os ladrões do leão segue ativa, com análise de imagens de câmeras de segurança e oitivas de possíveis testemunhas. A expectativa é que, com base nas informações obtidas com o receptador, os próximos passos da investigação levem aos autores do furto.

A repercussão do caso em Campo Grande demonstra o quanto objetos simbólicos para comércios e comunidades podem gerar comoção. A lanchonete, que já recuperou seu mascote, agora aguarda ansiosamente pela conclusão das investigações e o retorno à normalidade. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o estudante de Psicologia, além de responder por receptação e tráfico, pode ter sua vida acadêmica seriamente comprometida pelas acusações. A polícia segue trabalhando para coletar mais provas e fechar o cerco contra os responsáveis pelo furto da estátua.