Justiça revoga prisão de suplente de vereador em Campo Grande

A Justiça de Alagoas decidiu pela revogação da prisão preventiva de José Carlos Egino Lima, suplente de vereador que era apontado como o responsável pela tentativa de homicídio contra o então vereador José Feliciano Lessa Leandro, conhecido como Pitú. O crime ocorreu em Campo Grande, no interior do estado, em junho de 2025. A decisão judicial considerou a insuficiência de indícios de autoria para levar o acusado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O atentado chocou a cidade quando Pitú chegava à sua residência, sendo supostamente perseguido por um homem que invadiu o imóvel e efetuou quatro disparos. O vereador foi socorrido e se recuperou dos ferimentos, seguindo sua vida normalmente, embora não ocupe mais o cargo. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação apontou José Carlos Egino Lima como suspeito, mas a Justiça entendeu que faltam elementos robustos para a continuidade do processo contra ele no Tribunal do Júri.

A revogação da prisão preventiva significa que, neste momento processual, o Judiciário não encontrou provas suficientes que justifiquem a manutenção da prisão do suplente. É importante ressaltar que essa decisão não representa uma declaração de inocência definitiva, mas sim o reconhecimento de que os indícios atuais não são fortes o bastante para submeter o acusado a um julgamento popular.

Relembre o caso: atentado em Campo Grande

O crime ocorreu em 10 de junho de 2025. Naquela data, o então vereador Pitú estava chegando em sua casa quando foi abordado por um indivíduo que, segundo as investigações, efetuou quatro disparos de arma de fogo contra ele. Baleado, o vereador foi rapidamente socorrido e levado para a Unidade de Emergência do Agreste, onde recebeu o atendimento necessário e se recuperou.

Na época, a violência do ato gerou grande comoção na pequena cidade de Campo Grande. O vereador, após se recuperar, retomou sua vida, mas não retornou ao cargo legislativo. A polícia iniciou as investigações para identificar o autor dos disparos e apurar as motivações por trás do ataque.

Prisão preventiva e revogação

Durante as investigações, José Carlos Egino Lima chegou a ser preso preventivamente. Posteriormente, ele obteve um alvará de soltura. No entanto, segundo as informações do caso, ele não se apresentou para retornar ao sistema prisional após a determinação judicial e, por isso, passou a ser considerado foragido da Justiça.

A situação mudou com a recente decisão da Justiça de Alagoas. A prisão preventiva do suplente foi revogada após uma análise detalhada do processo. O Judiciário apontou em sua decisão que não houve a devida demonstração da existência de indícios suficientes de autoria que pudessem sustentar um julgamento pelo Tribunal do Júri.

Diante disso, a decisão determina a revogação da prisão preventiva de José Carlos Egino Lima e, consequentemente, o contramandado do mandado de prisão. Com isso, ele deixa de ser considerado foragido em relação a este mandado específico. O Campo Grande NEWS apurou que o acusado sempre negou qualquer participação no crime, afirmando sua inocência.

Indícios insuficientes e o caminho judicial

A investigação policial apontava o suplente como o principal suspeito de ser o autor da tentativa de homicídio. Contudo, a análise judicial indicou que não foram reunidos elementos suficientes para comprovar a autoria do crime em um grau que permitisse o encaminhamento do caso para o Tribunal do Júri. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a decisão ressalta que a revogação da prisão preventiva não configura uma absolvição, mas sim um reconhecimento de que, no atual estágio do processo, não há indícios suficientes para manter a prisão ou levar o caso a júri popular.

O caso da tentativa de homicídio contra o vereador Pitú, ocorrida em junho de 2025, continua em andamento, mas a ausência de provas conclusivas sobre a autoria por parte de José Carlos Egino Lima levou à revogação de sua prisão preventiva. A Justiça segue buscando esclarecer todos os fatos relacionados ao atentado que deixou o político ferido. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta investigação e as futuras decisões judiciais sobre o caso.