Karen Cristina Pedroso Cardoso, de 22 anos, e Breno Pedroso Cardoso, de 24, foram presos nesta terça-feira (15) em Campo Grande. Eles são investigados por tráfico e associação para o tráfico de drogas. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e os irmãos passaram por audiência de custódia na quarta-feira (16).
A investigação teve início após a apreensão de cerca de 15 quilos de cocaína, uma prensa hidráulica e munições em maio deste ano, no bairro Moreninha III. Uma mulher de 29 anos foi presa em flagrante na ocasião, em uma residência que recebia denúncias anônimas de armazenamento de drogas e movimentação suspeita.
Durante a ação policial, além da grande quantidade de entorpecentes, foram encontrados materiais que indicavam a preparação da droga para venda, como placas metálicas e utensílios com resquícios de cocaína, além de uma munição calibre .223. Em outro imóvel ligado aos fatos, foram apreendidos objetos que, segundo a Polícia Civil, seriam utilizados na prensagem e identificação de tabletes de drogas.
A mulher detida em maio teria aceitado guardar os materiais ilícitos mediante pagamento de traficantes. A Denar continuou as investigações para identificar outros envolvidos, o que culminou na prisão dos irmãos Cardoso. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a investigação aponta para a participação de Karen e Breno nos crimes.
Karen, mãe de bebê de 5 meses, pede prisão domiciliar
Karen Cristina Pedroso Cardoso, que é comerciante, foi encontrada enquanto trabalhava em uma loja no bairro Moreninhas II. Ela é mãe de um bebê de cinco meses, ainda em fase de amamentação. Diante disso, a defesa de Karen solicitou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, argumentando a necessidade de cuidado com o filho.
Os advogados destacaram a condição de mãe amamentante como um fator crucial para o pedido, buscando garantir o bem-estar da criança. A situação familiar de Karen foi apresentada como um dos principais argumentos para flexibilizar a medida cautelar imposta pela Justiça.
Breno, entregador, alega ausência de antecedentes e demora na prisão
Breno Pedroso Cardoso, que atua como entregador, também teve a prisão preventiva decretada. Seus advogados questionaram a demora entre o fato investigado e o cumprimento do mandado de prisão. Segundo a defesa, o episódio que deu origem à investigação ocorreu em 20 de maio, mas a prisão só foi efetivada em 15 de agosto, mais de três meses depois.
Os advogados argumentam que, durante esse período, Breno permaneceu em liberdade, com endereço fixo, trabalhando e mantendo seus compromissos familiares. Não houve, segundo eles, registro de novas práticas criminosas, tentativa de fuga ou interferência nas investigações. Eles ressaltam que Breno é primário, sem antecedentes criminais.
A defesa também apresentou a situação familiar de Breno como argumento para a revogação da prisão preventiva. Ele é pai de um menino de cinco anos e sua companheira está grávida de sete meses. O Campo Grande NEWS apurou que a família representa um ponto central na argumentação da defesa para a solicitação de liberdade provisória.
A continuidade da investigação policial visa esclarecer completamente o envolvimento de cada um dos suspeitos na rede de tráfico de drogas. A apreensão inicial de 15 kg de cocaína demonstra a **grande escala da operação** que os irmãos podem estar ligados. As autoridades seguem analisando as provas coletadas para determinar a participação exata de Karen e Breno na organização criminosa.
A população do bairro Moreninhas tem acompanhado de perto as ações de combate ao tráfico, e as prisões realizadas pela Denar reforçam o trabalho de segurança pública na região. O Campo Grande NEWS continua monitorando o caso e trará atualizações sobre o andamento do processo judicial e eventuais desdobramentos da investigação sobre o tráfico de drogas nas Moreninhas.

