Irmão de influenciador é preso e tem empresa de jogos de azar em João Pessoa

Rafael Rezende da Silva Razuk, irmão do influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, conhecido como “Eduardo Razuk”, foi preso na manhã desta terça-feira (18). A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, focada em crimes de lavagem de dinheiro e exploração de rifas ilegais. Conforme apurado pelo Campo Grande News, Rafael Rezende figura no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica da Receita Federal como sócio-administrador de uma empresa registrada para a exploração de jogos de azar e apostas, com sede em João Pessoa, na Paraíba.

Irmão de influenciador preso; empresa de apostas em João Pessoa é alvo

A empresa em questão, denominada Razuk Vault LTDA., teve sua abertura registrada em 12 de setembro de 2025. Classificada como de pequeno porte, possui um capital social expressivo de R$ 1.550.000,00. A sede da companhia está localizada na Avenida Acre, no Bairro Estados, em João Pessoa. O quadro societário, consultado no portal CNPJ Biz, indica Rafael Rezende da Silva Razuk como o único sócio-administrador.

Atividades da empresa e outras participações societárias

A Razuk Vault LTDA. tem como atividade principal a produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão. No entanto, suas atividades secundárias incluem promoção de vendas e, notavelmente, a exploração de jogos de azar e apostas. Essa dualidade de atividades chama a atenção no contexto da operação policial.

Além da Razuk Vault LTDA., Rafael Rezende da Silva Razuk aparece como sócio em outras duas empresas. Uma delas é a Outra Trama Comércio de Roupas LTDA., aberta em 15 de junho de 2021, com sede em São Paulo e capital social de R$ 20 mil. Sua atividade principal é o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios. A outra empresa é a JD Saneamento LTDA., registrada em 24 de junho de 2003, com sede em Campo Grande (MS), que atualmente consta como inativa.

Operação policial e bens apreendidos

A prisão preventiva de Rafael Rezende foi cumprida por equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), com o apoio de outras delegacias especializadas. A ação investiga crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de loterias. Durante a operação, policiais estiveram em diversos endereços em Campo Grande, recolhendo uma frota de automóveis de alto valor comercial, que foram levados para o pátio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Defurv).

O influenciador Eduardo Razuk, irmão do preso, também possui uma empresa registrada em seu nome: a Eduardo Rezende da Silva LTDA (Razuk Backstage Exposições). Conforme o Campo Grande News apurou, esta empresa tem como atividade principal o marketing direto e abrange um leque diversificado de serviços secundários, que vão desde o comércio varejista de peças e acessórios para veículos automotores até a operação de portais de conteúdo na internet, agenciamento de publicidade, produção de espetáculos e organização de eventos.

Defesa alega legalidade dos sorteios

Em nota divulgada à imprensa, os advogados dos irmãos Razuk, Thiago Bunning e Heitor Matos, afirmaram que os sorteios realizados pela empresa são legais. Eles declararam que a operação respeita todo o regramento específico do setor, não havendo qualquer irregularidade. A defesa aguarda acesso integral aos autos da investigação e à decisão judicial para prestar novos esclarecimentos. “Ainda não temos acesso à investigação e à decisão judicial, mas podemos antecipar que os sorteios realizados são legais. A operação respeita todo o regramento específico do setor, não havendo qualquer irregularidade. Após ter acesso ao procedimento podemos prestar novos esclarecimentos”, disseram.

A notícia, divulgada pelo Campo Grande News, destaca a importância da apuração jornalística para trazer à tona detalhes sobre as atividades empresariais ligadas a figuras públicas e suas famílias. A investigação policial segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias envolvidas. O caso levanta questões sobre a regulamentação de jogos de azar e apostas no Brasil e a transparência das empresas atuantes neste segmento.