Campo Grande registrou um **aumento expressivo de 1,31% na inflação** durante o mês de maio de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, mostrou que a Capital sul-mato-grossense superou a taxa de abril, que foi de 1,02%, e agora acumula uma alta de 3,98% no ano e 4,30% nos últimos doze meses. Este cenário contrasta com a média nacional, que apresenta um acumulado de 3,20% no ano e 4,72% em doze meses. A alta em Campo Grande foi impulsionada principalmente pelo setor de habitação, que teve um impacto significativo no orçamento das famílias.
O levantamento do IBGE abrangeu nove grupos de produtos e serviços, e a maioria deles apresentou elevação de preços na Capital. A **habitação liderou as variações mensais com 4,88%**, seguida de perto por alimentação e bebidas (2,09%) e saúde e cuidados pessoais (0,76%). Apenas o grupo de transportes apresentou uma leve queda de 0,15%. Conforme o Campo Grande NEWS checou, esses dados refletem um momento de pressão inflacionária que afeta diretamente o poder de compra dos moradores.
A análise detalhada revela que o aumento na conta de energia elétrica residencial foi um dos principais vilões da inflação em maio, com um reajuste de **13,56% devido à atualização tarifária** pela Aneel para a Energisa. Campo Grande se destacou nacionalmente como a capital com a maior alta neste item específico. O preço do botijão de gás também contribuiu para o encarecimento, com uma variação mensal de 2,65%. Em contrapartida, alguns itens de limpeza, como sabão em pó, registraram quedas, assim como os gastos com mudança.
Alimentação e Bebidas: Batata e Cebola Disparam
O grupo de alimentação e bebidas, essencial para o dia a dia, também sentiu o peso da inflação, com uma alta de 2,09% no mês. Itens básicos como a **batata inglesa apresentaram uma elevação impressionante de 60,25%**, a cebola subiu 29,37% e o tomate 22,61%. Cortes de carne bovina, como contrafilé e costela, também tiveram seus preços elevados. Essa escalada no custo dos alimentos básicos preocupa as famílias, que buscam alternativas para manter o orçamento em dia. O Campo Grande NEWS acompanha de perto essas variações para informar a população.
Apesar do cenário geral de alta, alguns produtos dentro deste grupo apresentaram queda, como a banana, o café moído e os ovos, oferecendo um pequeno alívio para os consumidores. No entanto, a força dos aumentos em outros itens básicos ofusca essas reduções pontuais, exigindo atenção redobrada no planejamento das compras.
Saúde e Vestuário: Cuidados Pessoais e Roupas Mais Caros
O setor de saúde e cuidados pessoais registrou uma alta de 0,76%. Os custos com perfume, produtos para barba e exames de imagem foram os que mais impactaram o bolso. Por outro lado, houve redução nos preços de anti-infecciosos, antibióticos, psicotrópicos e aparelhos ortodônticos. O grupo de vestuário também não ficou imune, com uma alta de 0,22%, impulsionada por itens como vestido infantil, agasalhos femininos e calçados. Conforme dados apurados pelo Campo Grande NEWS, a persistência da alta em vestuário desde o final de 2025 indica uma tendência de encarecimento nesse segmento.
Itens como lingerie, bolsas e blusas apresentaram quedas em seus preços, mas não foram suficientes para compensar o aumento geral do setor. A dinâmica de preços no vestuário reflete tanto custos de produção quanto tendências de mercado, impactando diferentes faixas de produtos.
Transportes e Educação: Combustíveis em Queda, Passagens Aéreas em Alta
O grupo de transportes foi o único a apresentar recuo, com uma queda de 0,15%. Essa redução foi puxada principalmente pela **diminuição nos preços dos combustíveis**, com o etanol em baixa de 3,83%, diesel (-1,95%) e gasolina (-1,08%). No entanto, as passagens aéreas tiveram um aumento expressivo de 4,39%, o que pode afetar o planejamento de viagens. Já o grupo de educação registrou uma leve queda de 0,14%, influenciada pela redução em atividades físicas e artigos de papelaria, apesar de acumular alta de 4,97% nos últimos 12 meses. A autoescola, por exemplo, teve um aumento de 2,10%.
A comunicação, com alta de 0,42%, foi impulsionada pelos planos de telefonia móvel. Serviços de streaming mantiveram-se estáveis no mês, mas acumulam alta de 6,37% em 12 meses. O grupo de despesas pessoais teve alta de 0,28%, com destaque para serviços de higiene para animais e hospedagem. A análise completa dos dados, conforme divulgados pelo IBGE, oferece um panorama detalhado sobre a economia local e seus impactos no cotidiano dos cidadãos de Campo Grande.

