Inflação em Campo Grande dispara 0,64% em setembro com conta de luz e alimentos mais caros

Campo Grande registrou um aumento de 0,64% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro de 2026, revertendo a tendência de queda observada no mês anterior, quando o índice havia recuado 0,20%. O grupo de habitação foi o grande vilão da inflação no período, com uma alta expressiva de 2,32%, fortemente influenciada pelo fim do bônus Itaipu, que impactou diretamente o valor da energia elétrica residencial. A pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também aponta outros setores que pressionaram o bolso do consumidor.

Inflação em Campo Grande: Habitação e alimentos lideram alta

A cidade de Campo Grande viu seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentarem elevação de preços em setembro. Além da habitação, outros grupos que se destacaram pela alta foram os de artigos de residência, com 1,05%, e alimentação e bebidas, com 0,88%. Em contrapartida, os setores que registraram queda foram saúde e cuidados pessoais (-0,15%), transportes (-0,21%) e educação (-0,06%).

No acumulado do ano de 2026, a inflação em Campo Grande atinge 4,45%. Nos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,78%, superando os 4,69% registrados no período anterior. Em comparação, em setembro de 2025, a inflação havia sido de 0,55%, mostrando uma aceleração no índice deste ano.

No cenário nacional, o país também sentiu o impacto da inflação em setembro, com uma alta de 0,82% no IPCA, um avanço significativo em relação aos -0,32% de agosto. A inflação acumulada no ano no Brasil é de 3,95%, e nos últimos 12 meses, o índice atingiu 4,58%. Em setembro do ano passado, a variação nacional havia sido de 0,48%.

Fim do bônus Itaipu e energia elétrica: o principal motor da inflação

O grupo de habitação foi o que mais contribuiu para o aumento geral dos preços em Campo Grande em setembro, registrando uma variação de 2,38%. Este grupo foi o principal responsável pelo resultado do índice geral, impactando em 0,36 ponto percentual. A alta na habitação segue uma tendência observada em outras capitais e regiões metropolitanas do país.

O item que mais pesou no bolso do consumidor foi a energia elétrica residencial, com um aumento de 6,56%, representando um impacto de 0,35 ponto percentual no índice geral. Em agosto, a conta de luz havia sofrido uma redução de 6,16% devido ao bônus de Itaipu. Com o fim desse desconto nas faturas de setembro, os preços voltaram a subir, pressionando significativamente a inflação local.

Outros subitens ligados à habitação também apresentaram alta, como tinta (1,78%), mudança (1,65%) e sabão em barra (0,84%). Por outro lado, houve queda em itens como saco para lixo (-2,47%), detergente (-1,1%) e sabão em pó (-0,64%), além de uma pequena retração no gás de botijão (-0,06%).

Alimentação e despesas pessoais também pesam no orçamento

A alimentação dentro de casa registrou um aumento de 1,21% em setembro. Os principais responsáveis por essa alta foram o tomate, com uma variação expressiva de 38,89%, a batata-inglesa (25,03%), a cebola (14,42%), o arroz (7,93%) e as carnes (0,84%). O Campo Grande NEWS checou que, em contrapartida, houve queda nos preços do feijão-carioca (-5,94%), frutas (-5,89%), hortaliças e verduras (-4,84%) e açúcar cristal (-2,00%).

A alimentação fora de casa, por sua vez, apresentou queda de 0,10%. A refeição teve sua variação reduzida de 0,47% em agosto para 0,17% em setembro, e o lanche passou de 0,74% para -0,58% no mesmo período. As despesas com saúde e cuidados pessoais também tiveram uma leve queda de 0,15%.

No grupo de saúde, alguns itens como óculos de grau (2,61%), antidiabéticos (2,6%) e artigos de maquiagem (1,96%) subiram. No entanto, perfume (-2,45%), produto para pele (-2,21%) e absorvente higiênico (-1,99%) registraram queda. As despesas pessoais tiveram um aumento de 0,41%, impulsionadas por serviços como cabeleireiro e barbeiro (1,81%), depilação (1,71%) e manicure (1,63%).

Artigos de residência e vestuário mostram variações

O grupo de artigos de residência apresentou a segunda maior alta entre os nove grupos pesquisados, com 1,05% em setembro. Campo Grande se destacou com o terceiro maior avanço no período entre as capitais participantes da pesquisa. Itens como televisor (2,78%), móvel para quarto (2,73%), roupa de cama (2,66%) e conserto de aparelho celular (2,27%) subiram. Houve queda em utensílios de vidro e louça (-2,71%), fogão (-2,38%) e roupa de banho (-2,05%).

As despesas com vestuário também estiveram entre os aumentos. Sapato feminino subiu 3,74%, conjunto infantil (3,52%) e calça comprida infantil (3,26%) também tiveram alta. As principais quedas no vestuário foram em agasalho feminino (-2,43%), blusa (-2,11%) e bermuda/short masculino (-2,03%).

Transportes e educação registram quedas, comunicação avança

O grupo de transportes apresentou uma queda de 0,21% em setembro, sendo o conserto de automóvel o item com maior impacto negativo, caindo 2,75%. A gasolina, por sua vez, subiu 0,13%. Em 12 meses, o óleo diesel acumula alta de 11,41%, e a gasolina, 8,06%. O transporte por aplicativo foi o que mais subiu no grupo, com 3,9%.

O grupo de educação registrou uma queda de 0,06%, influenciado pela baixa em autoescola (-2,30%) e artigos de papelaria (-1,17%). Já o grupo de comunicação apresentou uma variação positiva de 0,63%, com destaque para TV por assinatura (3,23%), aparelho telefônico (1,31%) e serviços de streaming (1,20%). O Campo Grande NEWS destaca que este foi o grupo com a menor variação acumulada nos últimos 12 meses (2,83%) e no ano (3,03%).

Conforme o Campo Grande NEWS checou, os dados divulgados pelo IBGE mostram um cenário de inflação com pressão em setores essenciais como habitação e alimentação, exigindo atenção dos consumidores e das autoridades econômicas. Acompanhe as próximas divulgações para entender a evolução dos preços na capital.