Indígenas buscam moradia em área da BR-262 e mobilizam polícia

Indígenas ocupam área na BR-262 em busca de moradia

Uma tentativa de ocupação de uma área pública às margens da BR-262, na região do Indubrasil, em Campo Grande, mobilizou equipes da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana na noite desta segunda-feira (26). Um grupo de aproximadamente 30 indígenas, liderado pelo cacique Gideildo Dias, iniciou a demarcação do espaço com colchões, travesseiros e lonas, alegando a necessidade de moradia digna.

O grupo afirma que o terreno pertence à Prefeitura e que seus membros são moradores que pagam aluguel, buscando assim uma solução para a falta de moradia. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, os ocupantes entraram no terreno no fim da tarde e chegaram a iniciar a demarcação dos espaços, permanecendo no local mesmo com a intervenção policial. Dentro da área, foram encontrados colchões, travesseiros, lonas e indícios de que a ocupação estava sendo organizada para avançar ainda durante a noite.

Em vídeos que circulam, é possível observar o momento em que os guardas se aproximam dos indígenas, questionam o líder e pedem a apresentação de documentos. O cacique Gideildo Dias informou ao Campo Grande NEWS que a área seria pública e que o objetivo era tirar essas pessoas do aluguel. Ele também relatou ter se sentido coagido e pediu mais explicações após receber uma ordem de prisão, ressaltando que o grupo busca apenas o direito a uma moradia digna, sem cometer crimes.

Demarcação e intervenção policial

A ocupação teve início no final da tarde, com o grupo se organizando para estabelecer acampamento. A presença de lonas, colchões e travesseiros indicava a intenção de permanência. A rápida mobilização das forças de segurança, incluindo a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana, ocorreu para conter a tentativa de ocupação irregular. As autoridades chegaram ao local e iniciaram o diálogo com os ocupantes, buscando entender a situação e a liderança do movimento.

O cacique Gideildo Dias se apresentou como líder do grupo e explicou as motivações da ocupação. Segundo ele, todos os envolvidos são pessoas que pagam aluguel e enfrentam dificuldades para manter suas despesas, como água e luz. A busca por uma moradia digna foi apresentada como o principal motivo para a ação, visando encontrar uma solução habitacional para as famílias indígenas.

Alegações e busca por direitos

O líder indígena expressou sua insatisfação com a abordagem policial, afirmando ter se sentido coagido e pedindo esclarecimentos sobre a ordem de prisão. Ele enfatizou que a ação não tem caráter criminoso, mas sim um apelo por direitos básicos, como o acesso à moradia. A declaração reforça a tese de que o grupo busca uma solução pacífica para um problema social.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a administração municipal não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento da publicação desta notícia. O espaço segue aberto para futuras declarações do poder público sobre a situação da área e as demandas apresentadas pelo grupo indígena. A reportagem tentou contato com a prefeitura, mas não obteve retorno dentro do prazo estipulado.

Contexto e próximos passos

A ocupação de áreas públicas por grupos em busca de moradia é um tema recorrente em diversas cidades, refletindo a carência de políticas habitacionais eficazes. A situação na BR-262 levanta debates sobre a necessidade de soluções para a população em situação de vulnerabilidade, especialmente comunidades indígenas que buscam garantir condições dignas de vida.

A expectativa é que haja um diálogo entre os representantes indígenas e o poder público para encontrar um desfecho para a situação. O caso, que mobilizou forças policiais e chamou a atenção da comunidade, evidencia a urgência em discutir e implementar políticas habitacionais que atendam às necessidades da população, respeitando os direitos e a dignidade de todos os cidadãos, como ressalta a atuação do Campo Grande NEWS em cobrir esses eventos.