Incêndio em bicicletaria foi plano para receber seguro, diz polícia

Incêndio criminoso em bicicletaria visava fraude de seguro, aponta investigação

A Polícia Civil de Campo Grande concluiu que o incêndio que devastou uma bicicletaria na Avenida Filomena Segundo Nascimento, em 4 de janeiro, foi um ato planejado para simular um prejuízo e receber o valor de um seguro. A estimativa inicial de perdas para o estabelecimento, que também comercializava motos, era de cerca de R$ 200 mil. A investigação identificou três pessoas envolvidas no esquema, com um deles sendo flagrado comercializando bicicletas roubadas do próprio local.

A descoberta do plano ocorreu após a prisão de um homem de 32 anos, que foi surpreendido vendendo duas das cinco bicicletas furtadas da bicicletaria. O caso, que inicialmente parecia um roubo seguido de incêndio criminoso, tomou um novo rumo com a confissão dos envolvidos. Segundo a polícia, os suspeitos teriam sido contratados pelo proprietário do estabelecimento para realizar o furto e o incêndio.

Conforme a apuração policial, o homem de 32 anos admitiu ter sido o intermediário contratado pelo dono da bicicletaria. Ele relatou que o serviço foi terceirizado, e os outros dois indivíduos, de 47 e 42 anos, foram encarregados de furtar as mercadorias e atear fogo ao local. A promessa era de que, após o recebimento do seguro, o valor seria dividido entre eles.

Identificação e confissões dos envolvidos

O homem de 32 anos foi detido ao tentar vender as bicicletas furtadas. Durante a investigação para localizar os demais participantes do crime, policiais abordaram os outros dois suspeitos, que prontamente confessaram o furto e o incêndio. Eles detalharam que agiram sob as ordens do homem de 32 anos, que, por sua vez, confirmou ter sido contratado pelo proprietário da bicicletaria.

Em depoimento, o suposto intermediário apresentou conversas que, segundo a polícia, indicariam comunicação com o dono do estabelecimento. O proprietário da bicicletaria foi intimado a prestar esclarecimentos e, em sua defesa, negou veementemente as acusações. Ele afirmou desconhecer a existência de cobertura de seguro para o local e declarou não ter tido contato com o homem apontado como intermediário.

O incêndio e o prejuízo estimado

O incêndio ocorreu na madrugada de 4 de janeiro. De acordo com o boletim de ocorrência, os criminosos invadiram o local, subtraíram bicicletas de clientes e, em seguida, provocaram o fogo que consumiu o prédio. A esposa do proprietário relatou ao Campo Grande NEWS na época que “Perdemos tudo: maquinário, bicicletas, estoque e equipamentos”, estimando o prejuízo em aproximadamente R$ 200 mil.

A rápida ação da polícia em identificar e deter os envolvidos, além da recuperação de parte dos bens furtados, foi crucial para desvendar a natureza criminosa do incêndio. A investigação continua para reunir todas as provas necessárias para o indiciamento dos responsáveis.

O caso levanta preocupações sobre fraudes a seguros e a complexidade de esquemas criminosos que envolvem a destruição de patrimônio. O Campo Grande NEWS checou os detalhes da investigação, que aponta para uma trama orquestrada para obter ganhos financeiros ilícitos. A reportagem do Campo Grande NEWS acompanha os desdobramentos deste caso.

A polícia busca agora consolidar as provas contra o proprietário da bicicletaria, que, apesar de negar as acusações, é o principal suspeito de ter orquestrado o crime. A perícia no local do incêndio também contribuiu para a conclusão da investigação, fornecendo indícios sobre a forma como o fogo foi iniciado.

O incidente destaca a importância da vigilância e da investigação policial na coibição de crimes financeiros e em sua forma mais destrutiva, como o incêndio criminoso. A comunidade aguarda a resolução completa deste caso e a aplicação da justiça aos envolvidos.