Imigrantes celebram Copa no Brasil: torcida pela Colômbia une nações em Campo Grande

Em meio à paixão contagiante da Copa do Mundo, a Casa Resgate, em Campo Grande, se tornou um ponto de encontro para imigrantes de diversas nacionalidades. Na tarde desta terça-feira (7), o espaço de acolhimento de estrangeiros recém-chegados à Capital foi palco de uma torcida vibrante pela seleção colombiana, que disputava uma vaga nas oitavas de final contra a Suíça. O clima era de esperança e união, onde colombianos e venezuelanos deixaram de lado suas origens para vibrar juntos pelo mesmo sonho.

A partida, que até o momento seguia empatada em 0 a 0, atraiu a atenção de todos os presentes. A Casa Resgate, que tem como missão oferecer suporte a imigrantes e refugiados em Campo Grande, proporcionando auxílio na emissão de documentos, acesso ao mercado de trabalho e adaptação à nova realidade, viu no futebol uma oportunidade de fortalecer os laços e manter viva a conexão com seus países de origem. Conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS, o jogo era disputado em Nashville, nos Estados Unidos, e o vencedor garantiria um lugar nas quartas de final para enfrentar a Argentina.

Entre os torcedores animados, estavam Jonathan Gomes, de 32 anos, e Maria Chiquinquira, de 23. Ambos compartilharam suas experiências e o sentimento de gratidão pelo acolhimento recebido no Brasil. Jonathan, que chegou ao país há pouco mais de uma semana com sua família, expressou a confiança na classificação da Colômbia. Ele destacou que, apesar de a Suíça ser um adversário difícil, a esperança de avançar, mesmo que nos pênaltis, era grande. Seu jogador predileto, Luis Díaz, é visto como um exemplo de superação, alguém que, vindo de baixo, conquistou seu espaço no esporte.

A busca por um recomeço e o calor humano

Jonathan, natural de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, contou que viveu quatro anos no Chile, mas as dificuldades para regularizar documentos e encontrar trabalho o motivaram a buscar o Brasil. Ele encontrou em Campo Grande uma oportunidade de recomeço, relatando o suporte recebido no país. “As pessoas aqui me trataram muito bem. Ajudam, são acolhedoras. Em outros lugares enfrentamos xenofobia e não tínhamos esse apoio. Aqui foi diferente e sou muito grato”, afirmou, evidenciando a diferença na recepção.

A experiência de Maria Chiquinquira também reforça o sentimento de gratidão. Com forte ligação com a Colômbia, onde viveu por 11 anos em Bogotá e tem dois filhos colombianos, ela acompanha a seleção desde o início da Copa. “É muito bom ver a Colômbia na Copa do Mundo. Vamos estar apoiando em cada partida”, declarou. Após deixar a Venezuela e passar pelo Chile, Maria encontrou no Brasil um novo lar há cerca de 15 dias.

Futebol como elo de união e esperança

Maria Chiquinquira ressaltou o apoio e o carinho que tem recebido em Campo Grande. “Confiamos em Deus para conseguir trabalhar aqui e, no futuro, voltar para a Colômbia ou para a Venezuela. Até agora está sendo muito bom. Recebemos muita ajuda e carinho. As pessoas são muito respeitosas e acolhedoras”, comentou. A Casa Resgate, conforme o Campo Grande NEWS checou, desempenha um papel fundamental nessa adaptação, oferecendo um porto seguro para que os imigrantes possam reconstruir suas vidas.

A Casa Resgate, segundo informações apuradas pelo Campo Grande NEWS, não apenas oferece suporte prático, mas também promove um ambiente de comunidade e pertencimento. Durante a Copa do Mundo, o futebol se tornou um poderoso catalisador para manter vivos os laços com os países de origem e para unir diferentes nacionalidades em torno de uma torcida comum. O jogo contra a Suíça era mais do que uma partida de futebol, era a celebração da resiliência e da esperança de um futuro melhor, vivido intensamente por aqueles que encontraram no Brasil um lugar para recomeçar e sonhar.

O sonho das quartas de final

Enquanto a bola rolava em Nashville, nos Estados Unidos, a expectativa na Casa Resgate era palpável. A seleção colombiana, com sua torcida apaixonada, buscava a vitória para avançar às quartas de final. O confronto prometia ser emocionante, com a possibilidade de um embate contra a Argentina, que já havia garantido sua vaga na próxima fase ao derrotar o Egito. A energia no local era contagiante, refletindo a importância do momento para os imigrantes, que viam no esporte uma forma de manter viva a cultura e a identidade de seus países, ao mesmo tempo em que construíam novas raízes em solo brasileiro.