Idoso espera 13 horas em cadeira no HRMS e outro paciente é visto no chão
Um homem de 68 anos, com suspeita de apendicite, passou mais de 13 horas sentado em uma cadeira na área de classificação de risco do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. O caso, denunciado por um leitor ao canal Direto das Ruas, expõe a grave situação de superlotação e a espera prolongada por atendimento na unidade de saúde.
A auxiliar Josiane Lourenço de Araújo, filha do paciente, relatou que a agonia do pai começou na noite de quarta-feira (22) e só foi amenizada na tarde de quinta-feira (23). Durante todo esse período, o idoso e outros pacientes permaneceram em cadeiras nos corredores, em condições precárias. A situação chocou ainda mais pela presença de outro paciente deitado no chão, aguardando atendimento.
A falta de estrutura e a demora no atendimento têm sido recorrentes no HRMS, gerando indignação e apreensão em familiares e pacientes. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a unidade de saúde tem enfrentado um fluxo intenso de pessoas, ultrapassando a capacidade esperada.
Superlotação expõe fragilidades do atendimento no HRMS
A denúncia de Josiane Lourenço de Araújo, de 28 anos, evidencia a **dificuldade enfrentada por quem busca atendimento no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul**. Seu pai, Lindolfo Lourenço de Souza, de 68 anos, foi submetido a uma longa espera na área de classificação de risco. A situação, que se estendeu por 13 horas e 30 minutos, começou por volta das 22h30 de quarta-feira (22) e só teve um alívio na tarde de quinta-feira (23).
Durante a espera, o idoso e outros pacientes ficaram acomodados em cadeiras nos corredores, em um cenário que Josiane descreveu como **”assustador”**. A filha ainda registrou a imagem de outro paciente deitado no chão, aguardando atendimento, o que reforça a gravidade da situação. A unidade de saúde, conforme o Campo Grande NEWS apurou, enfrenta um momento de **crise de superlotação**.
O HRMS, em nota oficial, confirmou a situação de superlotação, informando que o Pronto Atendimento Médico (PAM) registrava, na sexta-feira (24), 69 pacientes adultos, **quase três vezes a capacidade de 24 pessoas**. Apesar das limitações, o hospital assegura que tem garantido a assistência aos pacientes, adotando medidas para a segurança e qualidade no atendimento.
A luta por um atendimento digno
A filha do idoso relatou que, mesmo após ser retirado da cadeira, a fila de espera continuava imensa, com pessoas chegando a todo momento e ocupando todo o corredor. “É aquela regra deles, não posso fazer filmagem nem tirar fotos lá dentro”, lamentou, expressando a frustração de não poder documentar a extensão do problema. A família ainda aguarda informações sobre os exames e a evolução do quadro clínico do pai, que segue internado com **suspeita de apendicite**.
O caso levanta sérias questões sobre a **gestão e a capacidade de resposta do sistema de saúde** em momentos de alta demanda. A demora no atendimento pode agravar quadros clínicos e gerar mais sofrimento para os pacientes e seus familiares. A situação no HRMS, conforme o Campo Grande NEWS investigou, reflete um problema recorrente em unidades de saúde que atendem a população.
Resposta do HRMS e a realidade da superlotação
Em resposta à reportagem, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) admitiu estar passando por um período de **superlotação**. A unidade informou que, na sexta-feira (24), o PAM registrava 69 pacientes adultos, excedendo em muito sua capacidade projetada para 24 pessoas. Essa **discrepância entre a demanda e a estrutura disponível** é o cerne do problema.
Apesar das dificuldades estruturais, o HRMS garantiu que está empenhado em oferecer assistência a todos os pacientes que chegam à unidade. A declaração busca tranquilizar a população, assegurando que **medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança e a qualidade do atendimento**, mesmo diante do cenário desafiador. A equipe médica e de enfermagem trabalha para minimizar os impactos da superlotação.
Um chamado por melhorias no sistema de saúde
O episódio envolvendo o idoso e outros pacientes no HRMS serve como um **sinal de alerta** para a necessidade urgente de investimentos e melhorias na infraestrutura e no dimensionamento das equipes de saúde. A população merece um atendimento rápido, seguro e digno, especialmente em situações de emergência e urgência.
O caso, divulgado pelo canal Direto das Ruas e amplamente coberto pelo Campo Grande NEWS, espera que sirva de catalisador para **ações efetivas por parte dos órgãos responsáveis**, visando solucionar os gargalos que afetam a qualidade do atendimento e a experiência dos pacientes em um dos hospitais de referência do estado. A comunidade aguarda por respostas concretas e soluções duradouras para evitar que situações como essa se repitam.

