Um homem foi preso em Campo Grande após confessar o furto de uma Toyota Hilux, utilizando um método incomum: uma chave de fenda para abrir a porta e um scanner para acionar a ignição. Vitor Henrique Domiciano de Souza, natural de Americana (SP), admitiu à polícia que escolhia os veículos aleatoriamente e pretendia revendê-los. A investigação policial aponta para o envolvimento do suspeito em pelo menos três furtos recentes de Hilux na capital, com suspeitas de que os veículos seriam destinados ao tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia e o Paraguai. A prisão preventiva do suspeito foi decretada após audiência de custódia, onde ele também alegou ter sofrido agressões durante a detenção. Conforme informações divulgadas pela Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos), a ação criminosa era sofisticada.
Scanner e chave de fenda: a técnica do criminoso
Com uma chave de fenda e um aparelho descrito como scanner, Vitor Henrique Domiciano de Souza conseguia arrombar as portas e dar partida em caminhonetes Toyota Hilux furtadas em Campo Grande. Segundo o próprio suspeito, que foi detido na sexta-feira (13), o método consistia em usar a ferramenta manual para forçar a entrada no veículo e, em seguida, o equipamento eletrônico para ligar o motor. A polícia investiga se essa técnica tem sido utilizada por outros criminosos na região, visando a agilidade na subtração dos veículos de luxo.
Prisão preventiva e alegações de agressão
A Justiça decretou a prisão preventiva de Vitor Henrique Domiciano de Souza no domingo (15), durante a audiência de custódia. Ele é suspeito de integrar um grupo especializado no furto de caminhonetes Toyota Hilux na capital. Em seu depoimento inicial à polícia, Vitor confessou o furto da caminhonete na mesma data em que foi detido. Ele declarou que agiu por necessidade financeira e que saiu de casa com o objetivo específico de furtar uma caminhonete, escolhendo o alvo de forma aleatória nas ruas da cidade.
Após conseguir ligar o veículo, o suspeito o levava para outro ponto da cidade, onde pretendia encontrar compradores. Ele afirmou não ter um destinatário definido para os veículos furtados. Vitor, natural de Americana (SP), informou que reside em Campo Grande desde novembro de 2025, em busca de melhores oportunidades. Ele mencionou ter três filhos e que sua esposa está grávida de sete meses. O suspeito também admitiu fazer uso de maconha e bebida alcoólica. Segundo o registro policial, ele já havia sido preso por furto de veículo em Rio Claro (SP), onde cumpriu pena de um ano e oito meses.
Contudo, na delegacia, Vitor declarou que sua prisão ocorreu de forma tranquila e que sua integridade física e emocional foi preservada. Na audiência de custódia, ele apresentou uma versão diferente, alegando ter sido vítima de agressão, que classificou como tortura. Ele relatou ter sido ameaçado de morte e agredido com socos e chutes, além de ter sido forçado a ficar ajoelhado, ter a cabeça batida contra a parede e sofrer sufocamento com um saco plástico na cabeça. Vitor afirmou não saber identificar os agressores, mas mencionou que um deles seria o delegado da Defurv.
Investigação aponta para organização criminosa
A Defurv estava investigando três furtos de Toyota Hilux registrados em sequência nos últimos cinco dias em bairros da região urbana de Campo Grande. Todos os crimes apresentavam o mesmo padrão de ação. A polícia analisou imagens de câmeras de segurança e realizou diligências que levaram à identificação do suspeito e à localização de um dos veículos utilizados nos crimes. Vitor foi encontrado em um condomínio residencial próximo à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Conforme o Campo Grande NEWS checou, no local, os policiais recuperaram uma das caminhonetes furtadas recentemente.
A investigação sugere que Vitor teria vindo de outro estado com o objetivo de cometer furtos em série em Campo Grande. De acordo com a polícia, sua função seria subtrair os veículos e mantê-los em locais seguros até serem recolhidos por outros membros do grupo. Ainda segundo as autoridades, as caminhonetes furtadas abasteceriam uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, sendo encaminhadas para regiões de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai. Com a prisão preventiva decretada, Vitor permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem. O Campo Grande NEWS acompanha o caso para trazer atualizações sobre a atuação do grupo criminoso.
A polícia segue empenhada em desarticular a rede criminosa por trás dos furtos de veículos de luxo na capital. A colaboração da população, através de denúncias, é fundamental para o sucesso das investigações. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a apreensão de scanners e outros equipamentos eletrônicos pode auxiliar na identificação de novas tecnologias utilizadas por criminosos para roubar carros. A comunidade de Campo Grande tem demonstrado preocupação com o aumento da criminalidade na região, e a polícia busca tranquilizar os moradores com ações ostensivas e investigativas.

