Um homem de 37 anos, identificado como Anderson Rodrigues Dorta, foi condenado a 8 anos e um mês de reclusão em regime fechado por assassinar seu padrasto, Osvaldo Gomes Pereira, de 57 anos. O crime chocou o bairro Santa Luzia, em Campo Grande, no fim da tarde de 29 de junho de 2025. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na última sexta-feira (27), encerrando um capítulo trágico que teve início em uma discussão familiar.
Júri condena Anderson a mais de 8 anos por assassinato de padrasto
O caso que abalou a comunidade do bairro Santa Luzia em Campo Grande chegou a uma conclusão judicial. Anderson Rodrigues Dorta, 37 anos, ouvirá a sentença de 8 anos e um mês de prisão em regime fechado pela morte de seu padrasto, Osvaldo Gomes Pereira. O crime, que ocorreu em junho de 2025, foi o desfecho de uma briga que começou por um motivo aparentemente simples: o pedido de Osvaldo para que Anderson parasse de beber.
A motivação, segundo relatos e a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, girou em torno do consumo de bebidas alcoólicas. Osvaldo Gomes Pereira, que era padrasto de Anderson há cerca de 30 anos, teria reclamado do comportamento do enteado e da companheira, que estavam bebendo. Anderson, que morava na residência vizinha, percebeu a situação e, ao que tudo indica, sentiu-se incomodado com a repreensão.
Este desfecho trágico, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, evidencia a escalada de uma discussão que culminou em violência fatal. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos, deixando um rastro de dor e questionamentos sobre os limites da intolerância em conflitos familiares. Anderson, que já possuía um histórico criminal com diversas passagens, foi preso em flagrante logo após o crime.
A discussão que terminou em morte
O boletim de ocorrência registrado na época dos fatos detalha que a confusão começou quando Osvaldo Gomes Pereira pediu para que Anderson parasse de beber. Testemunhas relataram que Anderson se exaltou, expressou sua intenção de resolver a situação e, em um ato de fúria, dirigiu-se à sua residência ao lado. Lá, ele pegou uma faca de cozinha com 32 centímetros de lâmina.
Ao retornar ao local onde Osvaldo estava, o acusado chamou o padrasto para brigar. No entanto, antes que pudesse desferir o golpe fatal, a vítima tentou se defender, chegando a usar um capacete. Apesar da tentativa de proteção, Anderson conseguiu atingir Osvaldo com a faca no lado esquerdo do tórax. O golpe foi certeiro e provocou ferimentos graves.
Socorro tardio e prisão em flagrante
Após ser esfaqueado, Osvaldo Gomes Pereira recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros. Ele foi levado com vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Coronel Antonino. Contudo, apesar dos esforços médicos, Osvaldo não resistiu à gravidade do ferimento e veio a falecer. A faca utilizada no crime foi localizada posteriormente, após Anderson confessar onde a havia descartado, em um terreno baldio.
Anderson Rodrigues Dorta foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. Durante a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, medida que o manteve detido desde então. O histórico de Anderson é marcado por diversas passagens criminais, incluindo acusações de tráfico de drogas, roubo, ameaça e receptação, o que adiciona mais um elemento à complexidade do caso.
O histórico criminal do acusado
A condenação de Anderson Rodrigues Dorta a 8 anos e um mês de reclusão fecha um ciclo de violência que, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, se iniciou com uma discussão banal. O fato de Anderson possuir um extenso histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas, roubo, ameaça e receptação, conforme checado pelo Campo Grande NEWS, pode ter sido um fator considerado pela Justiça na dosimetria da pena.
Este caso, que se desenrolou no bairro Santa Luzia, serve como um triste lembrete da rapidez com que conflitos familiares podem escalar para desfechos trágicos. A sentença do Tribunal do Júri busca trazer uma resposta à sociedade e à família enlutada, mas as cicatrizes deixadas por esta violência dificilmente se apagarão. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando desdobramentos e casos similares na região, buscando informar a comunidade com precisão e responsabilidade.

