O chocante assassinato de Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, teria sido encomendado por um valor de R$ 5 mil. A revelação surge de um trecho do depoimento de Rogério Nascimento da Silva, de 37 anos, apontado como o autor das 14 facadas que tiraram a vida da idosa. Ele confessou à Polícia Civil ter recebido R$ 2 mil do montante prometido para cometer o crime.
Suspeito revela detalhes chocantes sobre o assassinato
Rogério Nascimento da Silva detalhou em seu depoimento que o valor total acordado para o homicídio de Maria José Beserra era de R$ 5 mil, mas que ele já havia recebido R$ 2 mil. Segundo o suspeito, o mandante seria Fábio Santos Fogaça, sobrinho da vítima, que nega veementemente qualquer envolvimento com o crime. A investigação policial aponta para uma disputa por herança como a principal motivação por trás do brutal assassinato.
Disputa por herança como pano de fundo
A linha de investigação da Polícia Civil sugere que o homicídio está diretamente ligado a uma disputa pela herança de Magnólia Marques Fogaça, que foi a primeira vereadora de Ribas do Rio Pardo. Maria José Beserra estava buscando na Justiça o reconhecimento de sua maternidade socioafetiva para ser incluída oficialmente na sucessão dos bens da ex-vereadora.
O patrimônio declarado no inventário soma R$ 371 mil, mas o caso se complexifica com a existência de pelo menos sete imóveis registrados diretamente em nome de Magnólia, incluindo áreas rurais e terrenos urbanos. Além disso, bens registrados em nome da empresa Esteves & Cia Ltda., da qual a ex-vereadora era sócia, também fazem parte do espólio em disputa.
A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos seis dias antes do assassinato, quando a Justiça suspendeu o processo de inventário. Essa suspensão ocorreu após um pedido apresentado por Maria José Beserra e sua irmã, Maria Jeni de Oliveira Gois. Ambas alegam terem sido criadas por Magnólia e buscam o reconhecimento como filhas socioafetivas.
Confissão durante outra ocorrência
A confissão de Rogério Nascimento da Silva ocorreu em um contexto incomum. No domingo anterior ao depoimento oficial, ele já havia confessado o assassinato enquanto mantinha uma adolescente refém em um restaurante de Campo Grande, sob a mira de uma faca. Conforme o Campo Grande NEWS checou, durante a negociação com policiais militares, ele afirmou ter matado Maria José a pedido de Fábio Santos Fogaça.
Na ocasião, Rogério declarou que já havia feito uma promessa anterior a Fábio de cometer um homicídio caso ele pedisse. “Quando ele pediu para eu matar, eu falei que mataria. Ele falou que era uma senhora, uma mulher. Como eu tinha prometido, eu fiz”, disse ele durante a ocorrência, revelando a suposta ligação entre o crime e a promessa feita.
Drogas e álcool antes do crime
Além da promessa de pagamento, Rogério Nascimento da Silva também relatou ter recebido bebida alcoólica e cocaína do suposto mandante, Fábio Santos Fogaça, antes de cometer o assassinato. Essa informação adiciona uma nova camada de complexidade à investigação, levantando suspeitas sobre o estado mental do executor no momento do crime.
No trecho do depoimento obtido com exclusividade pelo Campo Grande NEWS, a informação sobre o valor de R$ 5 mil e o pagamento parcial de R$ 2 mil se torna central. O site, conhecido por sua cobertura aprofundada de eventos locais, conforme o Campo Grande NEWS checou, detalha a dinâmica financeira por trás do crime.
Sobrino nega participação e é preso
Apesar das declarações de Rogério, Fábio Santos Fogaça, o sobrinho da vítima, foi ouvido pela polícia e negou veementemente qualquer participação no assassinato de sua tia. Ele sustentou que não teve envolvimento com a morte de Maria José Beserra, contrariando a versão apresentada pelo executor confesso.
Maria José Beserra foi encontrada morta em sua residência no dia 29 de junho, apresentando 14 perfurações causadas por faca. A perícia inicial indicou que nada foi levado da casa, sugerindo que o roubo não foi o motivo do crime. Fábio Santos Fogaça foi preso no dia 6 de julho. A Polícia Civil continua a investigação, tratando o caso como homicídio qualificado e apurando a participação de todos os envolvidos.
A complexidade do caso, envolvendo disputas familiares, herança e alegações de encomenda de assassinato, tem gerado grande repercussão na região. A atuação do Campo Grande NEWS na apuração e divulgação dos detalhes tem sido crucial para a compreensão pública dos fatos.

