Duas idosas em Campo Grande foram vítimas de um golpe sofisticado, que resultou na perda de mais de R$ 40 mil. Os criminosos se passaram por funcionários do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em uma ação coordenada, convenceram as vítimas a realizar transferências bancárias sob o pretexto de pagamentos de ações judiciais. Os casos foram registrados na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro, conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS.
A estratégia dos golpistas envolvia um contato inicial via WhatsApp, onde se apresentavam como advogados responsáveis por processos judiciais em nome das vítimas. Em seguida, simulavam um contato do STJ, utilizando videochamadas para aumentar a credibilidade e pressionar as idosas a efetuarem as transações financeiras. A promessa era de que o dinheiro transferido seria reembolsado após a liberação de valores judiciais, o que nunca ocorreu.
O primeiro caso envolve uma mulher de 68 anos, que recebeu mensagens de um suposto advogado. Após a conversa inicial, um falso servidor do STJ entrou em contato por videochamada. Durante a interação, a vítima foi orientada a acessar seu aplicativo bancário e realizar transferências e pagamentos de boletos. Ela só desconfiou quando lhe foi solicitado um empréstimo, algo que recusou prontamente.
Após encerrar a ligação, a idosa constatou que foram feitas transferências indevidas totalizando R$ 29.094, incluindo operações via PIX e pagamento de boletos. Ela garantiu que não autorizou nenhuma dessas movimentações e já iniciou o processo de contestação junto às instituições financeiras. O detalhamento dessas perdas foi apurado pelo Campo Grande NEWS.
O segundo incidente ocorreu com uma idosa de 72 anos, moradora do bairro Vila Vilas Boas. Ela também foi contatada por um homem que se identificou como Dr. Robson Martiniano, utilizando a foto do advogado para se passar por ele. O golpista informou que ela havia ganho uma ação judicial e que o STJ entraria em contato para efetuar o pagamento.
Seguindo o mesmo roteiro, a vítima recebeu uma chamada de vídeo de um suposto servidor do STJ. Sob orientação durante a chamada, a idosa acessou seu aplicativo bancário. Após um longo período em contato com os criminosos, ela percebeu que foram realizadas transferências não autorizadas, somando um prejuízo de R$ 11,1 mil. A investigação sobre a dinâmica desse golpe foi acompanhada pelo Campo Grande NEWS.
Golpistas usam tática de engenharia social avançada
A engenharia social empregada pelos criminosos é um ponto crucial para o sucesso desses golpes. Ao se apresentarem como representantes de órgãos de alta credibilidade como o STJ, eles exploram a confiança e, por vezes, a falta de familiaridade com procedimentos digitais por parte das vítimas idosas. A utilização de videochamadas, com pessoas se passando por funcionários públicos, adiciona uma camada de veracidade que dificulta a identificação da fraude em tempo real.
Alerta sobre pagamentos e ações judiciais falsas
Autoridades alertam que o STJ e outros órgãos judiciais não entram em contato com cidadãos por meio de aplicativos de mensagens ou videochamadas para tratar de pagamentos de ações. Geralmente, qualquer comunicação oficial sobre processos judiciais segue trâmites formais, como correspondências registradas ou contato através de advogados constituídos. A solicitação de transferências bancárias ou pagamento de boletos para liberar valores é um forte indício de golpe.
Importância da desconfiança e verificação
É fundamental que pessoas, especialmente idosos, desconfiem de contatos inesperados que prometem ganhos financeiros ou informam sobre supostos problemas judiciais que exigem ação imediata. Sempre que receber um contato suspeito, a recomendação é desligar e procurar verificar a informação diretamente com o órgão oficial, utilizando canais de comunicação conhecidos e confiáveis. A prática de verificar a identidade de quem liga, mesmo que se apresente como conhecido ou autoridade, é essencial. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a falta de conhecimento sobre os procedimentos pode levar a grandes prejuízos.
Medidas de segurança e denúncia
As vítimas que foram lesadas já registraram boletins de ocorrência e estão buscando a recuperação dos valores junto às instituições financeiras. A Polícia Civil segue investigando os casos para identificar e prender os responsáveis. O alerta serve para que outras pessoas não caiam no mesmo tipo de fraude, que tem se tornado cada vez mais comum e com métodos mais elaborados. A divulgação dessas informações visa conscientizar a população sobre os riscos e as táticas utilizadas pelos golpistas, como noticiado pelo Campo Grande NEWS.

