Estelionatária de 28 anos é presa em Campo Grande ao tentar aplicar golpe do falso benefício social
Uma mulher de 28 anos, vinda do Rio de Janeiro, foi detida em Campo Grande nesta quarta-feira (25) enquanto tentava aplicar um golpe em um idoso. Gabrielle de Morais França se passava por assistente social para prometer a entrega de cestas básicas, mas seu objetivo real era obter dados pessoais da vítima. Essas informações seriam utilizadas posteriormente para a contratação fraudulenta de empréstimos consignados. O caso chocou moradores e levanta o alerta sobre golpes que visam pessoas vulneráveis.
A suspeita, que confessou ter recebido R$ 200 pela entrega da cesta e mais R$ 1 mil pelo cadastro completo, já havia aplicado o mesmo golpe em outra idosa no dia anterior. A polícia apreendeu celulares, chips e documentos com a criminosa, mas seu comparsa, conhecido como “Dudu”, ainda não foi localizado. A ação rápida da polícia evitou que mais uma vítima caísse na armadilha.
Conforme relatado à polícia, a vítima idosa recebeu um contato telefônico há três semanas, onde uma mulher ofereceu o suposto benefício e solicitou informações sobre os moradores da residência. Desconfiado, o idoso buscou confirmação em um posto de saúde local, onde foi informado de que não existia tal programa social. Essa desconfiança foi crucial para que o golpe não se concretizasse.
O golpe, que se tornou cada vez mais comum, explora a necessidade e a boa-fé de pessoas idosas. A promessa de auxílio, como a cesta básica, é apenas um pretexto para a coleta de dados sensíveis. A polícia de Campo Grande tem intensificado o combate a esse tipo de crime, buscando proteger os cidadãos mais vulneráveis.
Modus operandi: Cesta básica como isca para empréstimos fraudulentos
Gabrielle de Morais França, a estelionatária, admitiu ter saído do Rio de Janeiro e chegado a Campo Grande no último domingo (22). Ela estava hospedada em um apartamento no Bairro Rita Vieira, alugado por seu comparsa “Dudu”. Segundo a suspeita, o grupo utilizava o falso cadastro de benefício social como fachada para contratar empréstimos consignados em nome das vítimas. O esquema demonstra a sofisticação e a audácia dos criminosos.
O valor prometido a Gabrielle pela conclusão do golpe era considerável: R$ 200 pela entrega da cesta básica e um adicional de R$ 1 mil caso conseguisse finalizar o cadastro da vítima. Essa estrutura de recompensa indica que o grupo operava de forma organizada, com papéis definidos para cada membro. A polícia segue investigando a fundo para desmantelar toda a rede criminosa.
A suspeita também confessou ter agido no dia anterior contra uma idosa de 64 anos, residente na Vila Nasser. A vítima, ao procurar a delegacia, confirmou o ocorrido, solidificando as evidências contra Gabrielle. A colaboração das vítimas com as autoridades é fundamental para a investigação e punição dos responsáveis, como destaca o Campo Grande NEWS.
Ação policial frustra o golpe em andamento
Na tarde desta quarta-feira, a vítima recebeu um novo contato telefônico, informando sobre a entrega da cesta e a necessidade de realizar o cadastro. A Polícia Militar foi prontamente acionada e encontrou Gabrielle sentada na varanda da residência, aguardando para dar prosseguimento ao golpe. A chegada da polícia impediu que a ação criminosa fosse concluída.
A suspeita chegou ao local em um Chevrolet Onix branco e orientou o idoso a ligar para o comparsa e repassar seus dados pessoais. A equipe policial realizou a abordagem no exato momento, antes que o cadastro pudesse ser finalizado. A rápida resposta policial foi crucial para evitar maiores prejuízos à vítima.
Os policiais se dirigiram ao endereço informado por Gabrielle, onde o comparsa “Dudu” estaria hospedado, mas ele não foi encontrado. O porteiro e o síndico do prédio colaboraram, fornecendo imagens de câmeras de segurança que mostravam um Onix branco com placas do Rio de Janeiro (RJ), correspondendo às características do veículo usado pela suspeita. Essa colaboração é essencial para a elucidação completa do caso, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
Investigação em andamento e apreensões
O proprietário do apartamento alugado por “Dudu” informou que o imóvel foi locado por meio de uma plataforma digital para um homem identificado como Durval, pelo período de quatro dias. Ele também mencionou que o suspeito solicitou uma prorrogação da estadia. A Polícia Civil realizou perícia no local e a suspeita foi encaminhada à Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).
Com Gabrielle, foram apreendidos uma cesta básica, dois celulares, dois chips, uma bolsa e diversos documentos. Esses materiais serão analisados pela perícia para coletar mais provas contra a criminosa e seus comparsas. A investigação busca identificar outras vítimas e desarticular completamente a organização criminosa que atua em Campo Grande, como ressalta o Campo Grande NEWS em suas apurações.
A polícia segue em busca de “Dudu”, o comparsa que orquestrava os golpes. As informações coletadas com a suspeita presa e os dados das câmeras de segurança são pistas importantes para localizar o restante do grupo. A comunidade é alertada a ficar atenta a abordagens suspeitas e a sempre confirmar informações de programas sociais em órgãos oficiais.

